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Iraquianos recordam o aniversário de Saddam

Folhapress
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Bagdá - Aproximadamente 200 iraquianos lembraram o ex-presidente Saddam Hussein na data de seu aniversário de 70 anos em sua cidade natal Awja ontem. Considerado culpado por crimes contra a humanidade e executado em dezembro de 2006, Saddam foi chamado de “mártir” que resistiu à ocupação do país.

Crianças, mulheres e homens da tribo de Saddam se reuniram em torno da tumba de Saddam em Awja, uma vila ao norte de Bagdá, onde depositaram a bandeira branca e vermelho do Iraque, cercada de flores.

“As crianças trouxeram velas, mas não as acenderam, porque Saddam está morto”, explicou Faten Abdulkader, um dos responsáveis pelos meninos e meninas que participaram da cerimônia.

Homens e mulheres se ajoelharam perto do túmulo, beijando e fazendo orações. As crianças carregavam faixas com palavras de louvor ao ex-ditador. “Papai Sadddam, parabéns por seu aniversário. Você estará em nossos corações para sempre”, dizia uma faixa, carregada por meninos.

Uma mulher vestida de preto se inclinou sobre o túmulo e chorou histericamente. Crianças leram poesia em honra do ex-presidente e cantaram o hino nacional da época do ex-líder.

Mártir

Saddam foi enforcado na manhã do dia 30 de dezembro, na sede da antiga inteligência militar iraquiana em Bagdá, na região xiita de Kazamiyah, quase quatro após a invasão de seu país pelas forças americanas. Ele e dois ex-assessores foram condenados à sentença de morte em 5 de novembro pelas mortes de 148 xiitas da cidade de Dujail, após uma tentativa de assassinato contra Saddam na década de 80.

A apelação ao veredicto foi rejeitada no dia 26 de dezembro pela corte de apelações do Alto Tribunal Penal iraquiano. Sua morte por enforcamento provocou uma polêmica mundial. Mesmo o presidente dos EUA, George W. Bush, protestou contra a forma de execução e que poderia ter sido mais digna.

A execução do ex-presindente - no dia que marca o início do Dia do Sacrifício - acirrou a tensão entre sunitas e xiitas e causou protestos e indignação em países muçulmanos -principalmente no Egito e na Arábia Saudita, principais bastiões sunitas. Líderes sauditas consideraram a morte uma “afronta” à honra árabe.

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