Em março de 2002, comentei nesta coluna a conveniência da comunidade religiosa e o povo em geral para dar uma olhada na maquete dessa grandiosa obra que está sendo construída na rua Benedito Moreira Pinto, quadra 17, no Jardim Panorama, em Bauru, para que de antemão vissem a grandiosidade e a beleza de como será após sua conclusão.
Minuciosamente projetada pelo arquiteto Jurandyr Bueno Filho e administrada pelos engenheiros de reconhecida capacidade profissional - Fábio Gianini (responsável técnico) e Fernando Jorge Salomão (colaborador). Seguindo o cronograma físico e financeiro, acompanhado diretamente pelo padre Enedir, que de perto assistia à evolução da obra e em nenhum momento sentiu-se enfraquecido por falta de colaboração financeira da comunidade, que vê nesse empreendimento uma justificativa nobre e social, necessário a um povo de tradição religiosa.
Em pouco tempo as paredes circulares já afloravam de seus reforçados alicerces, harmonizando com a estrutura em concreto armado e finalizando em uma cobertura de telhas metálicas, dando-lhe uma forma e aparência diferenciada das comuns.
Na primeira fase do projeto a obra evoluiu rapidamente, impulsionada pelo prestígio e empenho de seus idealizadores, que souberam distribuir as funções arrecadadoras a grupos intimamente ligados à igreja e sociedade, onde nossos padres desfrutam de amizade e carinho, admirados que são no desempenho de suas atividades profissionais, que nos deixa “leves” e pensativos, depois de ouvir suas homilias.
Nesta fase final do projeto, o Santuário necessita de maiores recursos, para não haver interrupção de seu cronograma físico. Em nome de sua continuidade os padres e os freqüentadores mais presentes à igreja solicitam um pouco mais de donativos para o término desse empreendimento que dignifica Bauru e sua gente.
Em tempos passados, para se conseguir pequenas igrejas, infinitamente mais simples, levavam-se até meio século para conclui-las, a ponto de seus idealizadores não sobreviverem para assistir suas inaugurações; algumas sequer terminadas, consumidas antes pelo abandono.
A nave pode acomodar 1.000 pessoas sentadas em cadeiras individuais e no mezanino 300, praticamente inaugurado, quando o Coral da USC apresentou o Concerto de Natal, executando divinos repertórios de músicas eruditas, sacras e natalinas.
Com essa etapa de finalização, os detalhes que dão vida e beleza à maquete vão aos poucos surgindo, entusiasmando os freqüentadores do Santuário, os moradores do bairro, os apreciadores de obras de arte, ou simplesmente animados pela valorização de seu patrimônio. Mesmo em construção, os ofícios religiosos foram realizados; a falta de conforto era detalhe sem importância para seus freqüentadores em busca da fé.
Essa construção desenvolve-se de um trabalho complexo, pois se trata de um templo, onde inúmeras atividades serão realizadas, ora voltadas para as religiosas, ora para as sociais e culturais.
Felisdeu Leão