Tel-Aviv - Após ser acusado de responsabilidade pelo fracasso na guerra com o Líbano em 2006, o premiê israelense Ehud Olmert afirmou ontem que não tem nenhuma intenção de renunciar ao posto.
A renúncia do premiê foi pedida ontem por manifestantes em Jerusalém e por membros da oposição ao governo.
A tensão aumentou ontem depois da divulgação de um relatório do Comitê Winograd, encarregado de investigar a condução da guerra entre Israel e o Líbano em meados do ano passado.
O relatório faz duras críticas a Olmert, ao ministro da Defesa, Amir Peretz, e ao então chefe do Exército israelense, Dan Halutz.
De acordo com o documento, Olmert lançou a guerra sem ter um plano bem definido e Peretz pecou pela “inexperiência” e pela “falta de familiaridade” com o Exército.
Já Halutz teria agido de forma “impulsiva” à frente do Exército. Olmert convocou uma reunião de altos oficiais de seu partido, o Kadima, depois da divulgação das críticas.
Em uma discurso feito na TV israelense, o premiê disse que os erros que foram cometidos serão corrigidos e que não seria correto renunciar.
“É um relatório duro que demonstra os fracassos da direção política do país - e meus em particular - mas não creio que seja oportuno que eu renuncie.
Vamos agir para aplicar imediatamente as recomendações da comissão”, disse Olmert, citado por um canal de TV judaica.