Pela associação entre hábitos de vida ligados à ingestão de alimentos pouco saudáveis, gordurosos e cheios de açúcares, sedentarismo e o diabetes, muitas pessoas passaram a consumir produtos diet e light, anteriormente voltados apenas ao público diabético. O engenheiro químico Amaury Cézar Cruz Couto, criador da primeira marca brasileira de produtos diet e light, nas décadas de 70 e 80, explica que os produtos sem açúcar eram produzidos e vendidos sob controle do Ministério da Saúde (MS).
“Antes, adoçante era visto como medicamento. Apenas na década de 90, sob novas regras do MS, é que outros alimentos começaram a ser comercializados, como os refrigerantes e os iogurtes”, completa Couto. Nos idos de 90 e até há bem pouco tempo, a produção dos alimentos diet e light era voltada aos diabéticos e o gosto dos produtos ficava aquém do esperado.
Mas de dez a cinco anos para cá, explica o químico, a indústria começou a produzir produtos cada vez mais próximos do sabor dos alimentos convencionais, preparados com adição de açúcar. “Houve uma melhora da qualidade, aliada ao aumento do consumo e à queda dos preços”, diz.
Mudança de hábito
Couto defende que a adesão das pessoas aos produtos diet e light está aliada a uma mudança dos hábitos, já que o sedentarismo aumentou. “As tecnologias, o transporte, as comunicações, o lazer e até mesmo a violência fizeram as pessoas se locomoverem menos. Muita gente, então, passou a se preocupar com uma alimentação mais saudável e menos calórica”, explica.
Entre as pessoas de meia idade, essa preocupação com as calorias parece ser mais presente. O consumo de produtos com menos teor ou sem a adição de açúcar elimina a “caloria vazia” que não traz nutrientes e engorda. Porém, muita gente ainda não consome esses produtos light e diet, em grande parte por dois motivos: acham que adoçante faz mal e é caro.
O químico indica que adoçantes não fazem mal à saúde, salvo em quantidades muito altas. “Para que seja prejudicial é preciso que uma pessoa consuma mais de 20 garrafas de 2 litros de refrigerante com adoçante por dia”, quantifica.
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Preços
Além disso, o engenheiro químico Amaury Cézar Cruz Couto, diz que o preço dos produtos sem açúcar diminuiu com o aumento do consumo, já que um adoçante comum, se seguisse os preços de 15 anos atrás, estaria custando R$ 18,00. Hoje, os preços giram em torno de R$ 1,50 segundo o químico, que chama atenção para o rendimento do adoçante em comparação com o açúcar: Cinco vezes mais.
Fato é que muitas pessoas ainda desconhecem os produtos diet e light, desde seus valores, sabores, indicações e suas diferenças.
Couto acredita que alimentos diet e light tendem a se tornar ‘zero’ (em calorias), benéficos à saúde. Mas como tudo na vida, deve ser consumido com equilíbrio. É importante saber como consumir e isso cada um pode descobrir lendo os rótulos e observando as informações nutricionais”.