Tribuna do Leitor

A violência


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Eis aí um tema muitíssimo delicado, pois envolve o dia-a-dia de todos nós, povo trabalhador e cumpridor de seus deveres como cidadão. Mas a questão envolve fatores muito mais sociais do que renovar o Código Penal ou a simples redução da maioridade penal. É preciso que haja uma reestruturação nas políticas públicas de saúde, educação , moradia, saneamento básico, etc. Não se trata somente de, como dizem alguns, “colocar a rota na rua”, é preciso criar mecanismos para que a mesma tenha autonomia para que possa agir de forma eficaz e eficiente, isto é, que as iniciativas tomadas pela autoridade policial surta os efeitos desejados e com a maior rapidez possível, evitando assim um agravamento progressivo da situação que ora se configura já como grave.

Urge que se cuide das causas propagadoras da violência para que ao adotar-se as medidas emergenciais, as mesmas sirvam tão somente para corrigir pequenas irregularidades no sistema penal vigente. É papel do governo investir maciçamente na capacitação de policiais como autoridade máxima e que esta possa, numa situação emergencial em que estejam em jogo vidas de pessoas inocentes, “puxar o gatilho” e tirar de circulação os meliantes que ora perturbam o bom convívio social dentro de uma normalidade. É preciso que haja maiores barreiras fronteiriças para que se impeça a entrada de contrabando e drogas no país, deixando aos que circundam aquela área um estado de paranóia e alarde constante, esperando que o pior aconteça a qualquer instante.

Se preciso for que se faça uma “limpa” nos quadros do Legislativo, que prepara as leis e também nos quadros do Executivo, que tem por papel fundamental coloca-las em prática para que se promova o bem comum, isto é, o bem de todos. Outro ponto a ser debatido é a respeito de reduzir as responsabilidades penais de um cidadão quanto este tem tão somente 16 anos. Porém, caso haja a assinatura do presidente Lula para sancionar tal dispositivo legal, a mesma irá “mexer” com muita “gente grande”, que tem filhos nesta faixa etária.

Portanto, antes de qualquer coisa é preciso que todas as autoridades, sejam elas normativas (como o Poder Legislativo) ou repressivas, como as polícias civil e militar, que ora debatem sobre uma possível união. Assim, finalizando, digo que após algum tempo de anonimato, retorno com uma frase do “grande” Ruy Barbosa: “Eduque-se os meninos e não será necessário repreender os homens".

Rodrigo Cabello da Silva - comerciante - RG 25.209.620-4

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