Internacional

Olmert consegue voto de confiança

Folhapress
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Tel Aviv - Pressionado após a divulgação, na anteontem, de um relatório da Comissão Winograd que o acusa de ter cometido “graves erros” durante o conflito em 2006 no Líbano, o premiê de Israel, Ehud Olmert, obteve ontem o voto de confiança de seu partido, o Kadima.

Altos oficiais do partido, como a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, haviam pedido a renúncia do premiê. O vice-premiê, Shimon Peres, afirmou que Olmert conseguiu um apoio sem precedentes no Kadima. “É um grande dia para o Kadima, que sai (da reunião) unido e convencido de sua força”, disse Peres.

Segundo a rádio militar israelense, apenas três parlamentares, Avigdor Itzchaky, Marina Solodkin e Livni, dos 29 legisladores do partido centrista, pediram a demissão de Olmert.

Após o voto de confiança, Avigdor Itzchaky apresentou sua demissão como líder do grupo parlamentar em protesto contra a decisão de Olmert de permanecer no cargo.

O apoio do partido alivia ligeiramente a pressão sobre Olmert, que continua no entanto enfrentando a oposição da opinião pública.

Uma pesquisa divulgada ontem revela que 68% dos israelenses querem a renúncia de Olmert, e 40% defendem a antecipação das eleições, segundo a empresa independente “Diálogo”.

A popularidade de Olmert caiu devido não apenas ao conflito no Líbano mas também a uma série de escândalos de corrupção envolvendo membros de seu governo. Se Olmert perdesse o apoio interno de seu partido Livni deveria sucedê-lo como premiê.

Caso sua administração caia e novas eleições sejam convocadas, o ex-premiê Binyamin Netanyahu, do Partido Likud, seria o eleito, de acordo com pesquisas.

A campanha para que Olmert deixe o governo acirrou-se ontem depois da renúncia do ministro sem pasta Eitan Cabel, no primeiro impacto na formação governista após a divulgação do documento, e se aprofundou ontem com o pedido de renúncia do premiê feito por Livni.

A ministra reforçou as críticas ontem. “Disse a ele que a renúncia seria a coisa certa a ser feita”, disse Livni a jornalistas depois de uma reunião de uma hora com o premiê.

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