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Virada de SP terá mais de 300 atrações

Por Kátia Nogueira de Mello | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

A partir das 18h de hoje, é dada a largada para as 24 horas ininterruptas de programação cultural na Capital: a 3ª Virada Cultural - apontada pela Prefeitura de São Paulo como a maior em número de atrações e abrangência - traz mais de 200 atrações musicais gratuitas, quase 90 peças de teatro e mais de 80 outras atrações entre cinema, artes plásticas e dança.

“Mais de 150 mil turistas vieram à cidade para acompanhar as atividades da última Virada. Isso mostra o vigor dessa ação. Este ano, incluímos todos os CEUs e abrimos palcos novos, como o da Barão de Itapetininga e da Vieira de Carvalho (ambos no Centro). A tendência é só crescer”, diz José Mauro Gnaspini, diretor de programação do evento.

“A geografia da Virada se espalhou por toda a cidade passando a abranger a periferia porque fizemos testes com as Quebradas Culturais (evento quinzenal realizado pela prefeitura) e definimos quatro pontos fundamentais: Pedreira, Guaianazes, Taipas e o parque da Juventude”, explica Carlos Augusto Kalil, secretário municipal de Cultura.

Entre as atrações que acontecerão nessas áreas estão a sambista Leci Brandão, que participou de todas as Quebradas, e Rappin’ Hood. “Vou aproveitar o show para mostrar músicas inéditas, que estarão no meu próximo CD”, antecipa Rappin’ Hood.

Centro concentra eventos

A coluna cervical do evento é o Centro de São Paulo: o show de abertura, atribuído a Alceu Valença, acontecerá na praça da Sé às 18h de hoje, e o encerramento será feito por Zélia Duncan, no palco do boulevard São João, às 18h de amanhã.

Serão, ao todo, dez palcos somente no quadrilátero das Estações Sé, Anhangabaú, República e São Bento do metrô, com quase 130 atrações para todos os gostos, desde palco de dança, no Vale do Anhangabaú, até um palco dedicado somente ao rock, na Barão de Itapetininga, além de mais 40 intervenções volantes pela região, com bandas, companhias de teatro e dança e artistas circenses, que, ao encontrar uma muvuca, vão parar e fazer suas miniapresentações.

O centro deve oferecer encontros memoráveis, como o de Erasmo Carlos com o Clube do Balanço. “Tocar com o Erasmo é muito legal, além de ser uma honra. Ele diz que o Clube dá a ele a oportunidade de brincar de sambista. A gente sempre toca os clássicos da fase samba-rock dele, como ‘Comilão’, ‘Dez Anos Atrasado’, mas também vai tocar uma versão que fez para ‘Além do Horizonte’”, antecipa Marco Mattoli, vocalista da banda.

Já no Teatro Municipal, nomes como João Donato, João Bosco e Zimbo Trio reproduzem os repertórios de antigos álbuns. “Escolhemos discos que consideramos cruciais e pedimos para os artistas tocarem. Eles toparam”, conta Zé Mauro Gnaspini, o organizador.

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Evento tem teatro e exposições

Nem só de música é feita a Virada Cultural. A programação da festa também inclui exposições, cinema e espetáculos teatrais. Os cinéfilos não terão do que reclamar no final de semana. Somente na Cinemateca serão apresentadas 39 produções, tudo com entrada gratuita. Já o projeto “Cinetério” vai projetar alguns filmes na parede do Cemitério de Vila Nova Cachoeirinha.

E os pequenos também têm vez na festa cultural. Para agradá-los, cerca de 40 atrações itinerantes tomarão o centro da cidade. Algumas dezenas de atores vão passear no alto de suas pernas-de-pau, e a mulher-caixa deverá chamar a atenção dos pedestres que circularão entre um concerto e outro. Não esquecendo as artes, cerca de cinco museus vão estender o horário de funcionamento para atender o público da Virada Cultural.

O Museu da Imagem e do Som (MIS), que terá show de Paulinho da Viola, é o único que ficará aberto durante a noite toda. Os demais, como a Pinacoteca do Estado, ficam abertos até a meia-noite.

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