Tribuna do Leitor

FAMIGERADA INDÚSTRIA

José Carlos Felix de Abreu
| Tempo de leitura: 1 min

Pode não ser às claras, mas de um jeito ou de outro sempre existiu a indústria das multas. Uma vez um caminhoneiro viu um policial militar rodoviário à beira da estrada e deu-lhe uma “carona”. Dali a pouco, quando já estavam seguindo viagem, o motorista põe o caminhão em “ponto morto” e desce desengrenado. Vendo o policial não se manifestar, o motorista fez todo o trajeto assim, até chegar ao posto rodoviário. O policial desce, pede os documentos: "O senhor está multado." Já presenciei um policial militar dizer o seguinte: “Certa vez, alguns políticos chegaram aqui e disseram: ‘Multem, multem à vontade, multem à beça, porque o Estado está precisando muito de dinheiro’.” Para cair a máscara desta indústria das multas é muito simples. Basta fazer uma campanha para mudar o Código de Trânsito. Onde houver multa pecuniária, transformá-la em serviços para a comunidade. Pronto! Muitos falarão que o “infrator precisa sentir no bolso, seu órgão mais sensível”. Ora, moçada, tem aquela máxima inglesa: tempo é dinheiro, ou seja, quem for obrigado a prestar serviços comunitários irá sentir muito mais. Poderão falar também que tal medida esvaziaria os cofres públicos. Quem assim proceder poderá estar ligado a esta indústria. (José Carlos Felix de Abreu - RG 9.914.647)

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