Em reunião realizada ontem à tarde no Ministério Público, o secretário municipal de Saúde, Mário Ramos, divulgou que além da demanda reprimida já divulgada de pacientes que aguardam consultas em especialidades, o município já acumulou em 2007 5,8 mil usuários em nova fila de espera.
Ainda não foi ontem que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que regulamentará as ações para acabar com a primeira fila de espera por consultas a especialidades médicas no município foi assinado. Inicialmente calculada com 15 mil pessoas, a fila de espera para especialidades que deverá ser atendida em sistema de mutirões deverá cair para cerca de um terços.
De acordo com a representante dos usuários Rosemary Lopes, membro do Conselho Municipal de Saúde, do Conselho Gestor do Pronto-Socorro Central (PSC) e gestora do Pólo Sudoeste Paulista (órgão do Ministério da Saúde), nos últimos sete meses já se formou um acúmulo de 5,8 mil pacientes na nova fila de espera.
Essa nova demanda poderá ficar de fora das ações previstas para zerar a fila de espera que é alvo do TAC. Segundo Lopes, uma proposta para atender essa nova demanda é o ambulatório de especialidades que está para ser implantado pelo Departamento Regional de Saúde-6 (DRS-6).
“Com a abertura do ambulatório, as pessoas fariam consultas e exames. A expectativa é que em seis meses ele deve estar funcionando”, informa a dirigente.
Ontem, em reunião realizada no gabinete do promotor de Justiça de Defesa da Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, dirigentes da saúde de Bauru receberam cópia do TAC, que será analisado pelos departamentos jurídicos de cada entidade e assinado na próxima segunda-feira. De acordo com Carlos Macharelli, diretor do DRS-6, entre os pontos do termo está a aplicação de multa de R$ 1mil para cada dia que pacientes ficarem sem atendimento.