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Gabriel Pelosi - Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Equipe competitiva

Para a realização de um torneio é necessária a participação de vários jogadores, e não apenas dois: campeão e vice-campeão. Sem dúvida, a intenção de todo jogador é ser campeão, ou no mínimo chegar na final. Mas apenas dois conseguem o objetivo. Na 8ª Copa Cláudio Sacomandi, disputada nas quadras da sede de Campo do Bauru Tênis Clube (BTC), terminada no domingo retrasado, 235 tenistas, participaram, e vários tenistas do BTC foram campeões ou vice. Estão todos de parabéns pelo desempenho e habilidades que demonstraram em quadra. Também estão de parabéns todos os outros participantes que abrilhantaram o torneio, mesmo sem terem chegado às finais. Na foto, alguns destes tenistas da equipe infanto-juvenil que defendem o BTC. Muitos deles já foram campeões em vários torneios federados. Da esquerda para direita: Em pé - Marcela Zopone, Giovana Ticianelli, Iingrid Gonçalves, Amanda Bertani e Vinicius Destefani. Agachados - Mateus Ciola, Lucas Mendes, Felipe De Vitta, Tobias Ciola e Victor Coube.

Princípios vêm de casa

Invicto há 77 jogos no saibro, o espanhol Rafael Nadal, segundo do mundo, está sempre acompanhado de seu tio e técnico Toni Nadal. Há 16 anos, Toni vem lapidando o excepcional sobrinho, um jovem que se destaca não apenas pela qualidade de seu jogo, mas também pela disciplina dentro e fora da quadra. Ganhando ou perdendo, Nadal não se descontrola, não descarrega a raiva em sua raquete, não desrespeita o adversário, muito menos a arbitragem. Aprendeu no seio de uma família harmoniosa, os bons valores. Toni diz que seu relacionamento com Rafael é diferente em comparação com outros jogadores e seus técnicos. “Posso falar de comportamento com ‘Rafa’ de uma forma que outro não poderia. Antes de treinar Rafael, eu via tenistas na TV com cara feia em quadra. Detestava isso. Rafael quer ganhar, mas ele ganha com bons modos”, diz o tio e técnico. “Sempre digo a ele: você deve jogar sempre com um bom rosto. É impossível aprender de cara feia. Nós não temos problemas. Na África sim existem pessoas que têm realmente problemas. Nós não temos ou se temos, eles são pequenos. Rafael nunca jogou sua raquete (no chão). Para mim é inacreditável como alguns jogadores as tratam. Ele nunca socou seu par de tênis: ele não paga por eles, mas para outras pessoas eles custam 100 euros”, concluiu Toni Nadal.

Roger, o que acontece?

Jornalistas, técnicos e especialistas em tênis do mundo todo estão perguntando: o que está acontecendo com o número 1 do mundo, Roger Federer? O suíço sofreu em menos de quatro meses, sua quarta derrota. E o pior, a última foi diante de um adversário que todos classificam de “modesto”. Sua equipe faz questão de frisar que ele não tem nenhum problema físico ou psicológico. Os mais otimistas e fãs de Federer dizem que o norte-americano Jim Courier e o russo Yevgeny Kafelnikov também tiveram péssimos resultados nos torneios anteriores a seus títulos no Aberto da França. O suíço diz que perder faz parte do jogo e sua última derrota não mudou em nada seu entusiasmo por Roland Garros. Mas o fato é que Federer quer reverter a situação e após dois anos treinado pelo australiano Tony Roche, resolveu encerrar a parceria. O encerramento dos trabalhos chega em uma hora estranha, em meio ao pior momento vivido pelo suíço nos últimos três anos. Roger não deu maiores detalhes sobre o que pretende fazer em seguida. Antes de ser treinado por Roche, ficou bom tempo sem técnico e mesmo assim conquistou diversos títulos.

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Dica

Quando se disputa uma partida ‘oficial’, se tem cinco minutos para o aquecimento, o chamado ‘bate-bola’. Às vezes estamos enfrentando um adversário que não conhecemos e não sabemos como joga. Nesse aquecimento, procure descobrir suas franquezas e, ao iniciar o jogo, ataque-as. Faça-o movimentar pela quadra e então golpeie em direção a seu ponto fraco.

Curiosidade

Além do título de Roma no último domingo, Rafael Nadal chegou a 77 vitórias consecutivas no piso de saibro (terra), obtendo duas vitórias a mais que John McEnroe, antigo recordista em vitórias seguidas num mesmo tipo de piso. McEnroe conseguiu suas 75 vitórias em quadras cobertas, com piso de carpete, entre 1983 e 85. O norte-americano, no entanto, ainda possui uma marca considerada difícil de ser superada. Em 1984, ganhou 13 títulos e perdeu apenas dois dos 85 jogos que disputou, o que lhe dá o maior aproveitamento, 96,5%.

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