Tribuna do Leitor

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José Antonio Machado Júnior
| Tempo de leitura: 1 min

Em constante semelhança com o “Big Brother”, estamos vivendo, atualmente, em um incontestável “reality show”. Câmeras, chips de identificação e o monitoramento eletrônico são exemplos salientes da tecnologia a favor da segurança. Do mesmo modo, em que esses avanços tecnológicos contribuem para assegurar-nos contra a violência, também acaba por ocorrer uma verdadeira invasão de privacidade.

Talvez, toda essa parafernália eletrônica não atinja a sua finalidade. Isso tudo certamente não inibirá as ações dos profissionais do crime. Com certeza a criatividade dessas mentes, voltadas para a violência, é muito maior que a dos cientistas, que até se esforçam para criar algo, que pelo menos possa prevenir as atitudes criminosas.

Mas infelizmente todo esse esforço não resolverá o problema. Parece que todo o empenho dos pesquisadores, para aumentar a seguridade pessoal, somente aumenta a invasão ao meio privado.

Será que a velocidade com que a tecnologia avança é diretamente proporcional à diminuição do círculo da privacidade?

Com certeza sim. À medida que surgem os avanços tecnológicos, ocorre uma invasão do meio pessoal. Mas certamente os adeptos da violência evoluem da mesma maneira que a ciência tecnológica. Cada tendência nova que surge no meio eletrônico, tem, em contrapartida, um modo de burlá-la por parte dos criminosos. Um exemplo atual é o falso seqüestro. Mesmo com todas as tentativas de conter o crime, surgem tais idéias dos bandidos que surpreendem a sociedade.

Então, quanto mais a tecnologia avança, mais diminui nossa privacidade. Certamente somos colocados em um verdadeiro “Paredão”, que tem de um lado a ciência e do outro o crime. (José Antonio Machado Júnior - RG 46.760.274-8)

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