O descaso foi finalmente revelado essa semana concernente à Educação. Reconhecer que estamos com problemas – muitos deles – é o primeiro passo de uma longínqua jornada.
Soluções dispendiosas e “encantadoras” ruiriam ainda mais a fedida construção. É propício salientar que tais experiências não trouxeram resultado em nossa empiria. É notório que nenhum efeito foi surtido. Investigações atuais sobre o ensino no Brasil revelam o declínio qualitativo a partir da universalização. Com o intuito de galgar coeficientes eleiçoeiros, foi estendido o ensino a quase todos. Como uma massa de modelar que esticada, afina-se – até a ruptura. Não há formas de universalizar sem fortificar a massa com: iniciativa, energia e força de vontade.
A falta de sensatez e espírito pátrio – nessa alternância de poder governamental – nos forneceu efêmeras fórmulas mirabolantes e inutilizáveis. Não há condições e construir mais um cômodo na “casa da Educação” sem que todos os problemas estruturais sejam extinguidos. O imóvel está ruindo na taxonomia de nossos representantes. Lutam por interesses próprios e sozinhos permanecem no lugar de sempre. Podemos entender o estado atual de nossas escolas observando os projetos individuais “de estralo”, os quais elegemos e não expressam visível resultado.
Uma visão de longo prazo é necessária para que raízes sejam reconstruídas. É essencial focalizar um alvo e se esforçar para alcançá-lo, pois, quando não existem alvos, chegar em qualquer lugar é satisfatório.
Apenas investir não é suficiente. Ônus deve existir com certeza, porém o acompanhamento e a cobrança de resultados são indispensáveis. O corpo docente de deve ser qualificado e bem remunerado, com perspectivas de transformação e qualidade. É indispensável um conteúdo pedagógico funcional que resvala em nossa realidade. A bonificação com resultados satisfatórios e a participação dos pais e da comunidade influenciariam significativamente nos estudos.
Num ambiente de estímulo à excelência e cobrança de resultados, voltaremos à corrida tão emergencial, onde, até então, estávamos petrificados. (Vanessa Boldarini de Godoy - estudante - RG 33.701.818-2)