O incidente ocorrido na Praça da Sé no último dia da Virada Cultural de São Paulo - que culminou em seis feridos, quatro presos e depredações - foi de proporções pequenas se comparado ao número de pessoas presentes: quase 3 milhões. A opinião é do secretário de Estado da Cultura, João Sayad. “Não foi nada que esgotasse a alegria que representou a Virada em São Paulo”, disse durante uma teleconferência realizada com a imprensa ontem.
Foi pensando justamente no sucesso do evento, organizado pelo terceiro ano na Capital, que o secretário decidiu ampliar a Virada para dez cidades do Interior. Além de Bauru, a primeira edição paulista será realizada neste sábado e domingo em Araraquara, Araçatuba, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. “Nós escolhemos as capitais regionais do Estado. Não pudemos avançar nas 13 (regiões administrativas), ficamos em dez”, explicou.
Mas a intenção de Sayad é ampliar ainda mais o evento em 2008. Segundo o secretário, Bauru deve continuar no roteiro da Virada Paulista e outras cidades serão agregadas. “Nós sabemos que vamos ampliar, mas ainda não temos o número de cidades”, disse. Sayad também ressaltou que um dos objetivos do evento é atrair os municípios vizinhos.
Estimada em R$ 2 mi, a Virada Cultural Paulista é realizada pela Secretaria de Estado da Cultura com apoio das prefeituras participantes. O Estado fica encarregado pela coordenação das atrações e pelo pagamento dos cachês aos artistas, enquanto a prefeitura oferecem segurança e suporte técnico aos eventos. No caso de Bauru, os gastos da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) não devem ultrapassar R$ 30 mil.
A parceria entre as administrações estadual e municipal também foi responsável pela escolha dos grupos locais que vão se apresentar na Virada. “A prefeitura e a secretaria indicaram nomes e escolhemos pela qualidade e disponibilidade dos artistas. A seleção foi difícil por conta da oferta excessiva de talentos”, salientou Sayad.
Nas próximos edições, a idéia é aumentar a participação de artistas locais e promover um intercâmbio entre as cidades incluídas no projeto. A programação, no entanto, não é pensada de forma matemática, com porcentagens definidas para grupos locais e de fora. “Não existe regra, isso é coisa de economista”, concluiu o titular.