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Lubrificante vendido em Bauru tem até 30% menos que indicado

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Engana-se o motorista que pensa que trocar o óleo lubrificante do automóvel na quilometragem recomendada é a única preocupação para não prejudicar o funcionamento do motor. Técnicos do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) da regional de Bauru constataram que um terço das marcas deste tipo de óleo comercializadas na cidade estão irregulares porque a quantidade do produto é inferior ao informado na embalagem. O óleo da empresa Speed Oil Indústria e Comércio de Lubrificantes e Petróleo Ltda foi o que apresentou a maior irregularidade em todo Estado.

Duas das seis marcas de óleo coletadas para verificação foram reprovadas nos testes realizados na última segunda-feira. A embalagem da marca Speed Oil informava os consumidores que havia um litro de óleo lubrificante. Mas quando os técnicos do Ipem mediram o conteúdo observaram que, em média havia 11,5% a menos do que o especificado no rótulo.

“Em uma das amostras, o produto tinha 330 mililitros a menos do produto, cerca de 30%”, disse o chefe regional de Divisão Técnica do Ipem, Luiz Antonio Brizzi. A empresa já foi notificada no ano passado.

Outra marca comercializada na cidade que apresentou irregularidades foi a Lubri Motor´s Indústria e Comércio Importadora e Exportadora Ltda. Pelos testes havia, em média, 3% a menos do produto do que o especificado no rótulo. Além do prejuízo econômico de pagar por um litro do produto e levar menos, o consumidor pode enfrentar problemas com seu automóvel.

“Em um carro que precise de três litros de óleo, por exemplo, o consumidor pode estar levando quase um litro a menos. O automóvel pode ter problemas no motor por essa defasagem”, frisou Brizzi.

A fiscalização foi feita em todo o Estado, no mesmo dia. O órgão verificou 58 lotes de óleos automotivos, de 38 marcas diferentes, coletados em postos de combustíveis, revendas de óleo e hipermercados. No total, 16 lotes apresentaram erros quantitativos e 13 marcas foram reprovadas nos exames.

Além de Bauru, os produtos foram analisados em outros seis laboratórios do Estado: São Paulo, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos e São José do Rio Preto. Os óleos analisados são para motores a gasolina, álcool e gás natural veicular (GNV), SAE 40 e API-SE (esses dois últimos são tipos de classificação e especificação de óleo).

Como ocorre a fiscalização

A fiscalização do Ipem utiliza regulamentos técnicos para verificar a correspondência entre a quantidade declarada na embalagem e quantidade real do produto. Os técnicos chegam a essa comprovação por meio do cálculo em que é subtraído o peso da embalagem fechada (peso bruto) daquele da embalagem vazia.

O resultado é dividido pela densidade do produto. O total dessa conta deve dar igual ao que foi informado pelo fabricante na embalagem. O Ipem é um órgão vinculado à Secretaria da Justiça e de Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. (TC)

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