Bauru vai sediar, entre os dias 22 e 24 de agosto, a 2.ª Jornada Estadual Aqüífero Guarani. O objetivo do evento é mostrar à sociedade e prefeituras a importância de utilizar com responsabilidade a água da reserva subterrânea. A expectativa é aprofundar as discussões para revelar a situação atual do aqüífero. A 1.ª Jornada Estadual do Aqüifero Guarani foi realizada no ano passado, em Botucatu, e reuniu cerca de 300 pessoas entre autoridades, prefeitos e especialistas na área. O evento integra o projeto ambiental que está sendo desenvolvido em conjunto com a Argentina, Uruguai e Paraguai, países que também exploram a água do manancial.
Para organizar o evento, que deve trazer a Bauru grande número de ambientalistas e administradores públicos, uma comissão formada por técnicos do Instituto Geológico, do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) de São Paulo, Araraquara, Bauru e Marília, Semma, Insituto Vidágua e Forum Pró-Batalha reuniram-se no Departamento de Água e Esgoto (DAE), na última quarta-feira.
De acordo com Gerôncio Rocha, coordenador da Unidade Estadual de Execução do Projeto Aqüífero Guarani, o evento vai prosseguir nas discussões e rumos de atuação para uma estrutura técnica e institucional na gestão e proteção do aqüífero, enfocando detalhes sobre a importância do manancial que passa por oito Estados do País.
Ele observa que mais da metade da jazida subterrânea atravessa o Estado de São Paulo. Em toda esta área, 1.100 poços exploram suas águas para abastecimento público de cidades. ”Esta é uma vocação natural do aqüífero e a intenção é realizarmos a Jornada em cidades onde ele é explorado. Com todas essas ações o objetivo maior é criar uma estrutura permanente de gestão do aqüífero”.
O objetivo é divulgar os riscos existentes de contaminação do aqüífero para que o reservatório seja protegido em benefício da geração atual e das futuras gerações.