Regional

Direção da Unesp só negocia com desocupação de prédio por alunos

Rita de Cássia Cornélio e Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Alunos da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Unesp de Marília (100 quilômetros de Bauru) continuam ocupando o prédio da administração do câmpus.

Ontem, a vice-diretora Maria Cândida Soares Del Masso, diretora em exercício, esteve novamente reunida com estudantes, entretanto, não houve avanços nas negociações iniciadas há dois dias. Na última terça-feira, o saguão do prédio da diretoria foi ocupado por cerca de 115 universitários.

O impasse ontem se caracterizou por uma queda-de-braço entre a administração do câmpus e estudantes universitários. Para a assessoria de imprensa da Unesp, a mobilização dos alunos estaria perdendo força, devido à baixa participação de estudantes. Dos 1.900 alunos do câmpus, efetivamente estão mobilizados cerca de 20, que permaneciam até ontem fechados no saguão. O movimento pode terminar a qualquer momento, desde que a diretoria do câmpus ceda nas questões mínimas, avalia Manuela Morais, integrante do Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências.

De acordo com a aluna de Ciências Sociais, as questões democráticas têm que ser cumpridas pela universidade para que o prédio seja desocupado. “Como a abertura do câmpus, da autonomia dos estudantes agendar as salas de aulas e a questão da bolsa estudantil, que estamos pedindo a revisão dos critérios.”

Até 2005, quando o candidato ou bolsista não apresentava um dos documentos pedidos, ele era avisado e tinha um prazo para apresentá-lo. Atualmente, se isso acontece, ele é excluído do processo.”

Servidores

Representantes da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos (Asunesp) e do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) realizaram uma assembléia-geral extraordinária conjunta ontem, às 9h, em que funcionários definiram um manifesto se posicionando em relação ao movimento de alunos.

Conforme nota distribuída pela assessoria da universidade, o documento assinado por cerca de 150 servidores apóia a decisão dos servidores técnico-administrativos do prédio invadido da administração, que só voltam ao trabalho quando o local estiver desocupado e nas mesmas condições anteriores à ocupação. No documento, os servidores alegam que “se sentem constrangidos e sem condições de executar suas atividades diárias”.

“Os servidores técnico-administrativos não se responsabilizarão pelos eventuais prejuízos ocasionados pela impossibilidade de execução das suas atividades de maneira adequada”, frisa o texto distribuído por meio da assessoria de imprensa da Unesp. Os representantes consideraram, ainda, que qualquer categoria tem o direito de manifestação ou reivindicação e que alguns pontos das reivindicações dos alunos são extensivos a toda comunidade.

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