Depois da superintendência local da Gerência Regional de Logística (Gerel) ter garantido o encerramento das atividades da unidade em Bauru, agora foi a vez da secretaria executiva do Banco do Brasil (BB) em Brasília, através da chefia de Assessoria Parlamentar da instituição, confirmar a extinção da Gerel.
A informação foi transmitida ontem ao deputado federal Régis de Oliveira (PSC) em resposta à solicitação feita pelo vereador Paulo Madureira (PP) ao parlamentar para que intercedesse junto ao BB a fim de evitar o fechamento da Gerel na cidade. Em nota assinada pelo chefe de Assessoria Parlamentar do BB, Renato Pedretti de Andrade, o banco informa a impossibilidade de atender à reivindicação do deputado federal e apresenta as razões para justificar a medida.
“O Banco do Brasil enfrenta acirrada concorrência dos bancos privados, principalmente diante do quadro de fusões e aquisições que marca o cenário bancário brasileiro. Dada a impossibilidade do BB entrar nessa disputa e como o banco só pode crescer organicamente, não existem outras possibilidades para se tornar competitivo a não ser por meio de ajustes internos, melhoria da produtividade, racionalização de gastos e busca da eficiência. É dentro desse contexto que a diretoria da instituição aprovou as recentes medidas, adotadas após exaustivos estudos das equipes técnicas”, argumenta Andrade.
O chefe de Assessoria Parlamentar citou, ainda, que a centralização dos serviços de suporte operacional e de análise de crédito em apenas cinco centros faz parte dessa estratégia e que a medida não acarretará prejuízos. “O banco está colocando à disposição dos funcionários das praças onde ocorreu a centralização dos processos um plano de acomodação que prevê a alocação para outro órgão da própria praça, a remoção para outra cidade através de concorrência especial ou a oportunidade de os empregados se desligarem pelo plano de adequação de quadros ou de aposentadoria antecipada se preencher os requisitos necessários: ter 50 anos de idade e, no mínimo, 15 anos de contribuição à Previ”, sustentou.
Por fim, Andrade ressaltou que a centralização é apenas uma das medidas adotadas pela instituição. “Destacam-se também o aperfeiçoamento do processo decisório, nova metodologia de classificação das agências, o aprimoramento dos parâmetros de relacionamento com o cliente, melhoria no salário dos gerentes de atendimento e a liberação de pessoas das áreas de suporte para a realização de negócios”, enfatizou.
O anúncio do encerramento das atividades da Gerel em Bauru causou uma mobilização contra a medida como há muito tempo não ocorria na cidade e contou com o apoio de empresários, políticos, trabalhadores e membros de diferentes entidades.