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Evento pioneiro discute estudo infantil

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 4 min

As políticas e práticas educativas escolares e não-escolares para a infância são os temas centrais do 1o Congresso Brasileiro de Educação, que será realizado em junho, na Universidade Estadual Paulista (Unesp). O evento, pioneiro na área, vai reunir professores, profissionais e pessoas envolvidas com a melhora do primeiro nível de estudo, o infantil, seja na escola ou fora dela, em Bauru.

As inscrições para o congresso e para os projetos educacionais estão abertas até dia 31 de maio. São esperados para o evento cerca de mil pessoas ligadas à educação. A proposta é que o congresso seja bienal, focado na temática educação, mas com diferentes abrangências sobre o assunto.

“As universidades geralmente fazem eventos científicos, queremos integrar a comunidade através de motivadores da educação infantil e pesquisadores da área acadêmica da educação”, enfoca a professora da Faculdade de Ciências da Unesp, Vera Capellini, uma das articuladoras do congresso.

A professora ainda aponta que a meta é fomentar a educação continuada, ou seja, o processo de “reciclagem” dos professores. “Entendemos que o profissional da educação tem que aprender sempre, estar constantemente em formação, acrescentando conteúdo”, salienta. A Unesp vai trazer estudiosos e professores de todo o Brasil para o congresso, dessa forma, experiências que deram certo em outras partes do País servirão de exemplo para a melhora de ensino aqui, e vice-versa.

Entre os inscritos para o congresso, um dos projetos de destaque é o de uma Organização Não-Governamental (ONG) de Jundiaí. O trabalho desenvolvido pela ONG é o de contação de histórias para crianças carentes. “Isso é o que esperamos, ver que projetos simples rendem bons frutos”, afirmou a professora. Também serão apontados os projetos realizados em Bauru, no bairro Ferradura Mirim, ações que promovem a cidadania das crianças por meio do esporte, entre outros.

Ainda chama a atenção um trabalho realizado, em São Paulo com crianças portadoras de necessidades especiais. Capellini informou que a proposta é a de incluir as crianças especiais no ensino comum com qualidade. O projeto apóia crianças que estudam em salas de aula comuns através da música. “Durante meio período, algumas vezes por semana, esses alunos são trabalhados em uma escola especial que aplica a música para aumentar a qualidade oral e escrita das crianças especiais”, conta a professora.

Valorizar e incentivar

“Ainda há muito a ser feito, mas existe gente tentando fazer o melhor e esse é o primeiro passo”, diz a professora da Faculdade de Ciências da Unesp, Vera Capellini. Esse é o norte do “1º Congresso Brasileiro de Educação: Políticas e Práticas Educativas para a Infância”. Pensando dessa forma, a Unesp vai direcionar à Diretoria Regional de Ensino um convite a 100 coordenadores, diretores ou vice-diretores das escolas de Bauru e região para que participem do congresso.

“Na região são 94 escolas, sendo assim, assistentes técnicos pedagógicos e dirigentes da diretoria de ensino poderiam participar também. Essa é a forma de disseminar as experiências divididas no congresso com mais pessoas”, pontuou a professora. Por sua vez, a Secretaria Municipal da Educação já enviou nomes de professores e profissionais ligados à área para participar do evento, gratuitamente.

Serviço

Profissionais que trabalham com educação infantil e professores podem inscrever seus trabalhos no 1.º Congresso Brasileiro de Educação e concorrer a prêmios pelo site http://www2 .fc.unesp.br/cbe/. As inscrições com descontos foram prorrogadas até o dia 31 de maio.

A partir de 1.º de junho, até o dia do início do Congresso (26 de junho), a inscrição fica mais cara. Também é possível fazer a inscrição para os minicursos que serão ministrados durante toda a duração do evento. Toda a programação pode ser conferida no site.

Palestras

Alguns dos temas das palestras a serem apresentadas no “1.º Congresso Brasileiro de Educação” tratam do que acontece no dia-a-dia da educação brasileira. O debate de abertura é sobre projetos simples, ou boas idéias que saíram do papel e hoje modificam a vida de inúmeras crianças.

Outra palestra é sobre a nova visão sobre o professor. Aquele que deixa de ser o “paizão”, a “mãezona” de antigamente e alia a afetividade ao conteúdo teórico. É o cuidado unido à educação para que as habilidades, oralidade e interação entre as crianças seja de qualidade.

Mais um destaque é a discussão que abrange o multiculturalismo, ou seja, o respeito pelas diferenças culturais. Dessa forma, qualquer proposta que discrimine é condenada. Cada criança, cada aluno vive e responde a uma cultura particular: cor da pele, sotaque, hábitos, formas de falar... A palestra trata do respeito a essa diversidade. (DD)

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