Hyderabad - A explosão de uma bomba na mesquita histórica de Mecca Masjid, em Hyderabad (sul da Índia), matou ao menos 11 pessoas e deixou 35 feridas ontem. Após a explosão, confrontos entre muçulmanos enfurecidos e autoridades deixaram outros dois mortos. Minutos depois da explosão na mesquita, fiéis protestaram contra a falta de proteção policial e lançaram pedras contra a polícia. Os muçulmanos foram dispersado com bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes.
Apesar de controlar a situação na mesquita, a polícia mais tarde voltou a se chocar com muçulmanos em outras três áreas de Hyderabad, segundo informações do chefe de polícia de Andhra Pradesh, Estado onde fica a cidade. Duas pessoas morreram nestes confrontos. O ataque a bomba e os confrontos geraram temores de novos episódios de violência entre hindus e muçulmanos na Índia.
O premiê Manmohan Singh condenou o atentado, o segundo em uma mesquita em um ano, e pediu a “membros de todas as comunidades para manterem a paz e a harmonia”, de acordo com um comunicado emitido pelo governo.
Autoria desconhecida
O motivo do ataque e a autoria ainda são desconhecidos, informaram as autoridades, que encontraram outros dois dispositivos não detonados na mesquita e os desativaram.
O atentado aconteceu no dia de oração, quando cerca de 10 mil fiéis vão rezar na mesquita, uma das mais antigas da Índia. No centro religioso, situado na parte velha da cidade, a explosão gerou cenas de pânico por parte dos devotos, que correram para fugir enquanto, segundo imagens da rede local Tv9, os feridos eram levados de ambulância para o hospital Osmania.
A mesquita Mecca é uma das mais antigas da Índia e é considerada sagrada pelos muçulmanos de Hyderabad e do resto da região de Andhra Pradesh, onde cerca de 10% da população professa esta religião.