A literatura é muito importante na vida de todas as pessoas. Por meio dos livros é possível aprender coisas novas, exercitar a linguagem e a escrita, criar e se divertir... E, por que não, então, melhorar o desempenho na sala de aula? Pensando nisto, diversas escolas de Bauru estão realizando atividades que aliam leitura à educação. Entre elas estão o Colégio Seta, a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Gilda dos Santos Improta e a Escola Estadual José Ranieri. Leia a seguir como a literatura está transformando a vida de alunos de cada uma dessas escolas.
No rastro do coelho
Os alunos do Pré da Gilda Improta, por exemplo, aprenderam noções de localização, espaço, raciocínio, lógica e matemática de um jeito bem interessante. Para isto, elas leram a obra “Pães Quentes e Cenouras Frescas”, escrito por Elza Sallet (editora Ática).
O livro conta a história de um coelho que precisava comprar cenouras frescas e pães quentinhos, explica Vitória Caldin Alves, 5 anos, “O coelhinho Sinézio foi comprar pão e cenoura, mas ele comprou primeiro a cenoura.” Seu colega de sala Carlos Miguel Alves, 5 anos, completa: “Ele comprou primeiro a cenoura porque a quitanda ficava mais perto da sua toca e depois passou na padaria, que ficava pertinho”, diz.
Depois de lerem e interpretarem o livro, os estudantes aplicaram o que aprenderam na teoria para o dia-a-dia, explica a professora Ana Kátia Brasil Castor Modolo. “A criança vive no mundo do encantamento e, a partir da literatura, a história passa a ter significado para ela. Quando se conta uma história, relacionando-a com a realidade que a criança vive, aquilo passa a fazer parte do seu vocabulário”, explica. A aluna Ana Laura de Souza Silva, 5 anos, adorou a idéia. “Passei perto da minha casa e assim aprendo mais coisas”, diz.
Segundo Ana Kátia, os alunos traçaram um mapa com algumas ruas do núcleo José Regino, bairro onde se localiza a escola, e, em seguida, fizeram um percurso parecido com o do coelho. Durante o passeio, compraram cenouras no supermercado e pães quentes na padaria para, depois, saborearem um delicioso piquenique.
“Tinha suco de cenoura com laranja e pão com mortadela”, lembra Inauê Cauã Machado, 5 anos, que guardou muito bem o que aprendeu com a história do coelho. “É melhor comprar a cenoura antes porque o pão chega quentinho na casa do coelho. E quando vamos comprar alguma coisa, precisamos levar dinheiro.”