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Bauru terá a sua 1ª fábrica automotiva

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru terá sua primeira fábrica automotiva em breve. O engenheiro mecânico Marcos Serra Negra Camerini e um grupo de investidores de São Paulo vão começar a produzir triciclos em série em uma pequena fábrica instalada no Jardim do Contorno. Serão montadas duas versões do triciclo: uma motorizada e outra tipo bicicleta. A versão bicicleta começará a ser fabricada dentro de dois meses e terá como alvo moradores de regiões planas.

“É mais para região litorânea e região plana, que têm mercado para isso. Tem cidades que são totalmente planas”, explica o engenheiro, que criou o projeto dos veículos utilizando um programa de computador em três dimensões. Os protótipos dos veículos já estão prontos e devem entrar em produção daqui a alguns meses. “A versão bicicleta eu acredito que daqui mais dois meses já colocamos em produção. Nós vamos centralizar tudo aqui. Vamos fazer um processo de montadora da qual eu tenho experiência”, explica Camerini, que já trabalhou em montadoras.

Inicialmente, devem ser produzidos 50 triciclos do tipo bicicleta por mês. Segundo Camerini, que é consultor e articulista do Jornal da Cidade, já existem empresas interessadas em comprar o veículo. “Nós já temos cliente do Nordeste querendo lotes grandes na versão bicicleta para colocar nas praias. É uma pessoa do ramo de turismo que quer montar uma frota de veículos para passeio, turismo e venda de produtos na praia”, revela.

O triciclo motorizado é montado a partir de uma motocicleta 125 cilindradas adaptada para ser acoplada a uma carroceria de fibra de vidro. Nesta carroceria é possível transportar até dois passageiros além do motorista. Os clientes em potencial deste tipo de veículo, segundo o empresário, são os mototaxistas, vendedores ambulantes e empresários do ramo de turismo, que podem utilizar o veículo para proporcionar passeios em praias ou mesmo em cidades cuja geografia seja plana.

“O modelo motorizado nós queremos fazer um negócio perfeito em termos de engenharia. Ele vai ser homologado pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Nós queremos, inclusive, que saia daqui com número de Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) para recensear”, conta Camerini, lembrando que esta versão deve começar a ser fabricada dentro de três ou quatro meses.

O engenheiro explica que a velocidade do veículo motorizado será limitada para o uso urbano por questão de segurança. “Nós vamos fazer com que não passe dos 60, 70 quilômetros, com redução no câmbio. Ele vai ter a mesma potência de uma moto, mas vamos fazer com que a velocidade seja menor”, detalha.

Valor

Marcos Camerini não revela o valor de mercado do triciclo, mas avisa que irá custar mais ou menos metade do valor de um automóvel popular. De início, a fábrica está empregando quatro pessoas, mas segundo o empresário, quando estiver em plena produção serão contratados entre 10 e 15 pessoas na mão-de-obra direta.

“Estamos na fase final dos nomes dos modelos que serão desenvolvidos pela área comercial. As peças foram patenteadas”, conclui o engenheiro.

O rendimento do triciclo motorizado é menor do que o de uma motocicleta normal. Isso ocorre, segundo Camerini, porque o peso final do veículo é maior após a acoplagem da carroceria, ou seja, pesa mais de 300 quilos. “Ele consome um pouco mais que uma moto, mas nada absurdo. Se a moto faz 50 quilômetros por litro, ele (o triciclo) faz 35, o que é muito mais econômico que um táxi, que faz de 7 a 8 quilômetros”, conclui.

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