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Compulsão é reflexo de carência


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A ferida primal, no entanto, não é preenchida apenas com o uso das drogas, ressalta Cristina Rodrigues Franciscato. O lugar delas pode, em muitos casos, ser ocupado pelo excesso de trabalho, compulsão por comida ou por sexo, entre outras compulsões. “Os excessos cumprem uma função compensatória para algumas carências, que chamamos de feridas e traumas. A psicoterapia, de modo geral, vai intermediar a conversa entre os dois níveis, descobrindo qual é realmente a gênese, a origem daquela dependência.” Na jornada, este assunto será debatido durante uma palestra programada para o dia 7 de julho, com a presença do médico e professor doutor da Unifesp Dartiu Xavier da Silveira Filho, uma das referências na área.

Vários nomes de peso também já confirmaram presença no evento. Entre eles, o psicólogo junguiano e pós-graduado em saúde mental Marcus Quintaes, que irá ministrar dois cursos relacionados aos arquétipos e mitologia. Já o físico Ivan Guerrini e o médico Antônio Luiz Caldas Jr., ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, participam do café analítico “Nossa saúde de cada dia: Onde estamos? Para onde vamos?”

Outro destaque do evento ficará por conta de uma mesa-redonda que abordará a importância da interdisciplinariedade e ação coletiva na saúde. “Hoje em dia, se não unirmos esforços e trabalharmos em conjunto, pouco faremos pelo paciente. Ninguém é uma ilha e pode funcionar isolado em si mesmo; daí a importância do diálogo entre profissões e diferentes áreas da saúde”, aponta Regina Furigo.

A psicóloga ressalta que, nas atividades paralelas da jornada, serão abordados temas como sonhos, homossexualidade, corpo, cura e fé. “É um leque amplo para abranger o ser humano como um todo, porque vários são os caminhos que as pessoas percorrem em busca da saúde”, conclui.

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