Esportes

Pólo aquático: Paulistano é campeão da Liga Paulista

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 4 min

Com nove partidas realizadas, a maratona de pólo aquático válida pela segunda etapa da Liga Paulista movimentou o sábado na piscina do Bauru Tênis Clube (BTC). A equipe do Clube Atlético Paulistano, da São Paulo foi a campeã ao derrotar o time do Paineiras Morumbi, também da Capital paulista. Os bauruenses terminaram na quarta colocação, atrás do Clube Jundiaiense. Na abertura da competição, o BTC perdeu para o time de Jundiaí por 5 a 4. Em seguida, o Paineiras derrotou o Paulistano por 3 a 2. Na partida seguinte, o Paulistano continuou na piscina e derrotou os bauruenses por 5 a 1. No confronto seguinte, o Paineiras bateu o BTC por 10 a 3. Ainda na fase inicial, o Paulistano derrotou o Jundiaiense por 4 a 3. Na seqüência, BTC e Paineiras empataram em 3 a 3. A partida foi decidida nos pênaltis. Bauru desperdiçou duas oportunidades e perdeu por 6 a 4 nas penalidades. Com os resultados, o BTC disputou o terceiro lugar com a equipe de Jundiaí. Paulistano e Paineiras fizeram a final. Logo no início da disputa pelo terceiro lugar, os jundiaienses saíram em vantagem co um gol marcado pelo número 9 Gustavo. Em seguida, o BTC empatou a partida com um revés de Vinícius. Sem ofensividade, o BTC deixou o adversário abrir vantagem no placar e fechar o primeiro tempo em 3 a 1. Após o intervalo, Rudá aumenta para Jundiaí. Em seguida, o BTC esboçou uma reação com Rafael Cassab e Vinícius, mas em vão. Mesmo com o goleiro bauruense Marcelo fechando o gol, a defesa os do BTC não conseguiu segurar o resultado. Com excessivas expulsões, a equipe do BTC viu o Jundiaiense marcar mais dois e fechar o placar: 6 a 4. Para o capitão da equipe bauruense, Rafael Cassab, faltaram entrosamento e condicionamento físico para a equipe de Bauru. “Precisávamos treinar mais juntos. Alguns de nossos atletas chegaram de última hora e não deu para aprimorar o entrosamento. As outras equipes têm uma estrutura muito superior à nossa e um melhor condicionamento físico. Mas não fomos tão ruim assim. O time mostrou determinação nos momentos mais importantes.” Para o técnico Luís Fernado Lapo, o balanço da competição foi positivo. “Não tivemos um resultado expressivo, mas foi positivo. O time jogou bem, mas faltou condicionamento físico para nossos atletas. É difícil nosso grupo treinar sempre junto. Cada um tem uma atividade e mora numa cidade diferente. Mas vamos trabalhar para melhorar nas próximas etapas.”

Classificação

Ao término da competição, a classificação ficou a seguinte: 1º CA Paulistano; 2º Paineiras do Morumbi; 3º Jundiaiense; e 4º BTC. O clube Pinheiros não compareceu devido à ausência de atletas. Muitos fazem parte da Seleção Brasileira que treina para a disputa do Pan-Americano.

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‘Pólo aquático em família'

Além do espírito de união que existe nas equipes de pólo aquático, há também a prática do esporte em família. É o que pôde ser notado ontem no BTC, durante a disputa da Liga Paulista de pólo aquático.

Familiares de jogadores marcaram presença nas arquibancadas, mas a relação família e pólo aquático vai além. O técnico da equipe do bauruense Luís Fernando Lapo, por exemplo, tem mais três membros de sua família envolvidos com o esporte. A filha Fernanda Lapo trabalha como mesária em dias de competições. Os filhos são atletas. Um deles, Felipe Lapo, faz parte da equipe do BTC.

“Me dedico ao pólo aquático desde 1969. Passei uma vida dedicada ao esporte. Meus filhos cresceram na beira da piscina. Por isso, o pólo aquático faz parte da vida deles”, explica Lapo.

Já na equipe de Jundiaí, os irmãos Rudá e Raoni Franco dão continuidade à tradição do pólo aquático iniciada pelo pai José Robeto Franco, o Sapé.

“Eu joguei pelo BTC e pelo Pinheiros na década de 70. Incentivei meus filhos e hoje eles são bem-sucedidos. O esporte é muito importante na formação do ser humano. É a única atividade que dá igualdade entre os povos”, afirma Sapé.

Atleta da equipe jundiaiense, Rudá, 20 anos, filho de Sapé, teve passagens pela Seleção Brasileira de Pólo Aquático e revela a paixão pelo esporte. “Para mim, o pólo (aquático) é um meio de vida. Em Jundiaí, sou professor da escolinha da modalidade. Ensinar o esporte para pequenos é muito gratificante”, afirma. (GP)

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