Não sei bem se quem comentou outro dia aqui acerca de um fictício pedido meu de implantação de um Disque Halley. Ele está ruim de memória, come muito queijo ou é apenas um gozador. Revendo meus alfarrábios, gentilmente cedidos pela Mesa da Câmara da época, encontrei sobre o Cometa Halley a solicitação 166, de minha autoria, em 26/03/1986, na qual eu “solicitava do Executivo um Espaço Cultural onde se pudesse observar de maneira segura o Cometa Halley”. O Tuga atendeu nossa solicitação através da cessão, pelo Arlindo Figueiredo, do pátio do DAE na Praça Portugal. Lá, por meio de telescópios cedidos pelo Luiz Bevilacqua e pelo Emir Nunes de Almeida, centenas de bauruenses puderam apreciar o fenômeno. O fato hilariante foi que um determinado cidadão veio se oferecer para me ajudar num dos telescópios e tudo correu bem até que a um dado momento um ginasiano chegou-se a mim e disse:
- Aquele telescópio deve estar com defeito. Dê uma espiada.
Fui ver o que se passava e verifiquei que o cidadão tinha ido embora, deixando o telescópio focado numa luminária vermelha que existe no topo de um prédio. Até hoje fico a me perguntar o motivo daquela atitude: seria inveja, irresponsabilidade ou sabotagem!