Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor


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RECAPE JÁ...

Acompanhando os últimos noticiários na imprensa local, todas as manifestações do secretário de Obras indicam que sua prioridade é fazer recape de asfalto em algum bairro da cidade, mas nunca cita a Vila Santa Luzia, Flórida, Araruna, Beija Flor, Mary Dota etc... Nestes bairros temos algumas ruas em estado lastimável, sito como exemplo as ruas residenciais Celso Victorio S. Rocha, Honório B. Gabas, Augusto Ferreira, outras ruas comerciais e itinerários de ônibus, todas remendadas e sempre com novos buracos - ruas Emilio Viegas, Cel. Antonio Ávila Rebouças, Bauru, José Ambrosio, avenida Darcy César Improta etc... Com essas citações quero solicitar ao senhor secretário, engenheiro Paulo Brites, que envie as máquinas da prefeitura para essa região da cidade também, afinal, aumentou a arrecadação de impostos neste 1.º quadrimestre, o tempo está ajudando, então, mãos à obra, secretário. (José Raul Franco Canheti - RG 4.896.266)

VIADUTO E ASFALTO

Tomamos conhecimento através da manchete estampada no Jornal da Cidade, em data de 19 de maio de 2007, que o senhor prefeito Tuga Angerami pretende utilizar a devolução do dinheiro pago a mais pela obra do viaduto inacabado para recuperação do asfalto.

Queremos por nossa vez manifestarmo-nos, dizendo que o senhor prefeito está no caminho certo e deve manter-se firme neste propósito, não devendo titubear, não ceder às pressões por parte daqueles que a qualquer custo querem priorizar a mencionada obra.

O que realmente a população almeja é a recuperação do asfalto. (José de Almeida Netto - RG 3.293.252)

Ato falho

Novamente aparece a estrelinha do PT nos jornais, dessa vez quebraram a patente de um dos remédios do coquetel anti-aids, o “Efavirenz”. O governo, alegando uma economia de 30 milhões de dólares por ano, em semanas deletérias aumentou razoavelmente os salários de todos os deputados. Engraçado, não calcularem o prejuízo anual desse reajuste não é?

Com uma política melhor do que a romana - “Panis et Circenses” - Lula, além de “saciar” os pobres com bolsas-família, faz com que os leigos aplaudam esse ato nobre de corajoso de quebrar a tal patente. Pena que poucos compreendem as conseqüências disso. A Merc - o laboratório responsável e dono da patente do Efavirenz - afirma que o Brasil deixou de criar empregos no País ao comprar o genérico do remédio na Índia, portanto, tal economia de 30 milhões de dólares é efêmera. Indubitavelmente, as empresas estrangeiras - multinacionais - deixarão de certa forma de confiar em um país onde seus produtos correm o risco de ter suas patentes quebradas. Assim, barrando investimentos estrangeiros ao Brasil, de que tanto precisa. Dessa forma, fica paroquialmente evidenciada a postura do governo lulista diante dos entraves sociais: agir injustificavelmente, a buscar primeiramente a conseqüência e posteriormente a inevitável e tão propalada causa. Em outras palavras, um eterno e desmedido “Ato Falho”. (Guilherme Viecili Rossi - RG 27530100-X)

O fim do direito natural à vida

Um tema em atual discussão em nosso País é a descriminalização do aborto. Muitos grupos a favor desta idéia dizem que esta proporcionará um bem-estar social. E que o Brasil sendo um Estado laico não deve se influenciar por idéias moralistas e religiosas. Segundo o movimento feminista, a legalização do aborto diminuirá os graves danos à saúde e a vida da mulher. E o bebê? Quem lutará pela vida dele? Uma mulher tem direito em fazer decisões em sua vida. Isto é indiscutível. Mas quando esta se encontra grávida, a vida que ela carrega é distinta da dela. Por isso, não cabe a ela decidir se aceita ou descarta uma pessoa. Outra justificativa para a descriminalização seria a diminuição da criminalidade. Desde quando na história mundial matar uma criança que ainda não nasceu diminuiu a violência? Mais uma vez inocentes pagam pela incapacidade administrativa de nossos governantes. E se nosso laico Estado que não consegue ser eficiente em suas campanhas de prevenção, será que conseguirá manter o controle sobre o aborto? Vale a pena matar uma criança indefesa por esta causa “tão nobre”? E pensando bem, estes grupos estão realmente interessados com o bem-estar social ou simplesmente querem alimentar o seu ego ao divulgar mais uma causa ganha. A vida vale muito mais que um sentimento egoísta. (Karoline Moura Pinto - estudante)

Indignação

Venho através deste meio comentar a minha indignação devido a fatos ocorridos no dia 24/05, no Centro de Zoonoses da Prefeitura de Bauru. Vamos aos fatos: 1.º - Ontem, 23/5, fique sabendo que uma cachorra da raça dogo argentino, de minha amiga, sumiu na terça-feira 15/5, na região do Jardim América, entre a rua Rio Branco e a avenida Nossa Senhora de Fátima. Como tenho dois cachorros e meu tio, Amarildo Garcia de Souza, que passeia com eles, perguntei a ele se não chegou a ver este cão aqui na região! Para a minha grata surpresa, meu tio disse que viu sim e até ajudou o pessoal da prefeitura a colocar no carro, mais conhecido como “carrocinha”, pois os dois rapazes que estavam tentando pegar o cachorro estavam maltratando o animal. 2.º - Contatei a dona da cachorra, Gabriela Segura, minha amiga, e a informei sobre a situação. 3.º - Ela me ligou perguntando se meu tio poderia ir até o Centro de Zoonozes da prefeitura para reconhecer o carro ou as pessoas que pegaram o cachorro, pois até lá a informação que o centro dava é que aquele cachorro não tinha dado entrada! 4.º - Hoje (24/5), após eu, meu tio e a Gabriela Segura termos ido lá e reconhecido o veículo no qual puseram o cachorro, eles ainda continuavam negando a informação de que o cachorro tivesse dado entrada! Bom, resumindo... Depois de muito aperto, muitas ameaças que iríamos chamar a polícia, o diretor do Centro de Zoonoses, Luiz, veio repentinamente com um papel demonstrando que o cachorro esteve lá mesmo e o veterinário, conhecido como Neto (recusou-se a falar seu nome), disse que ele acabou sendo sacrificado, pois o cachorro estava com uma doença de tumor na mama. Agora, aqui ficam as minhas perguntas: quando um cachorro é recolhido na rua pela prefeitura e ainda mais um cachorro de raça, não teria um tempo de espera até os donos o encontrarem? E como o procedimento dos donos foi esse mesmo, por que eles mentiram que o cachorro não tinha dado entrada naquele setor? E por que o veterinário a sacrificou no mesmo dia!? Não teria um prazo!? E por que de repente o diretor do Centro apareceu com um papel que o cachorro esteve lá e ainda mais sacrificado e sem o registro do veterinário!? Será que o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) não pode dar uma pena para este veterinário!? Fica aqui minha indignação por este fato e gostaria de saber qual vai ser a resposta de parte da Prefeitura Municipal. (Luiz Malavolta Júnior - jornalista - RG 35.275.440-0)

Sinal vermelho

O Brasil possui 18% dos jovens entre 15 a 17 anos, os quais não frequentam aulas diárias, ou seja, quase 2 milhões de adolescentes semiletrados. Os dados foram emitidos pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e pelo Ministério da Educação (MEC). Foi constatado, também, que as escolas públicas nacionais apresentam ensino inferior e desqualificado. O Exame Nacional do Ensno Médio (Enem) - feito voluntariamente por alunos do ensino médio - divulgou o resultado de dois exames onde das dez escolas com melhores desempenhos, apenas uma é pública e todas a 621 restantes tiveram rendimento inferior a 50%. O Rio de Janeiro mostrou que a rede pública no Estado está abaixo da média nacional em diferentes séries. Para mudar essa situação, o Brasil reservou cerca de R$ 1 bilhão para investir em escolas consideradas com os piores indicadores educacionais, provas para avaliação da aprendizageme prêmios para as escolas públicas que melhorarem seu desempenho. Além disso, deverá investir em projetos, na infra-estrutura, melhores salários para educadores, tempo integral de pelo menos oito horas. Assim, a escola permitirá aos seus alunos a superação de seus maiores obstáculos. (Bruna Domeneghetti Smaniotto)

NOTÁVEL INDÚSTRIA DO ENSINO

Alguns bauruenses costumam dizer que seu município é pobre de indústrias, porém, temos que discordar porque o Parque Industrial de Bauru, constituído por médias, pequenas e microempresas, é bastante satisfatório. Os que reclamam esqueceram-se de que Bauru foi o grande entroncamento ferroviário do País, responsável pelo progresso de Bauru e região. A sua desativação não foi responsabilidade dos bauruenses, e sim de um governo que só deu prioridade à construção de rodovias, devido à implantação da indústria automobilística. Em contrapartida, Bauru foi, é e continuará sendo o grande pólo comercial da região, gerador de grande número de empregos, beneficiando as cidades vizinhas. Mas e a grande indústria? Ah! A grande indústria bauruense existe sim, embora ninguém a veja como tal, passa despercebida aos nossos olhos e nem sequer nos damos conta do seu potencial, mas ela existe sim, só que não é vista como indústria porque não tem chaminés poluentes, as engrenagens de seu maquinário não são barulhentas e não se utiliza de combustível fóssil para sua movimentação. A sua matéria-prima é sutil, seu ciclo produtivo é contínuo, um verdadeiro moto perpétuo e utilizam mão-de-obra dos mais variados níveis, isto é, do mais humilde servente até o mais especializado detentor de graus de doutoramento. Forma, importa e exporta mão-de-obra. Cria e recria, gera inúmeros empregos diretos e indiretos. É grande fonte geradora de rendas, com investimentos incalculáveis, seja por parte da iniciativa privada, seja pelo Estado. É a grande indústria transformadora da máquina mais perfeita, engenhada pelo nosso Criador. Essas máquinas, aprimoradas no curso de sua montagem por assim dizer, não são armazenadas em estocagem, cada qual atribuiu seu próprio preço e são inúmeras as suas aplicações. Estou falando da mais notável indústria: a indústria do ensino, como eu a vejo. É constituída das escolas infantis, escolas primárias, ginásios, colégios, escolas preparatórias, faculdades e universidades. Esse conjunto forma a grande indústria de transformação da máquina humana, não foi planejado na prancheta de nenhum engenheiro e nem pela administração pública. Surgiu como surgiram os peixes que habitam rios, lagos e mares, assim como as aves e os animais do nosso planeta. A Inteligência Superior cria e coloca cada pedra no seu lugar, e nós não damos conta de nada. Nós, os criados de Deus, nos julgamos os inventores e criadores de tudo, e não queremos reconhecer que somos iluminados e intuídos a fazer, a inventar e criar tantas coisas, que nada mais são do que os estímulos e inspiração que recebemos da consciência universal, mas nós nos consideramos os verdadeiros sabichões e inventores de tudo. Obrigado, Senhor, por termos tantas realizações feitas pelo homem com sua permissão e que a consciência cósmica, com sua suprema sabedoria, abra sempre os canais para que o homem crie e realize obras para o bem da humanidade; e que, a sede de poder, ganância e ambição de alguns governantes, sejam bloqueadas e inibidas, prevalecendo sempre, o bem sobre o mal. Assim como eu intitulei o ensino de Bauru como uma indústria, e cujos benefícios sou incapaz de mensurar, imploro que suas bênçãos alcancem a todos os seres humanos, para que sejam felizes e gozem da sua paz, e que muitas “Baurus universitárias surjam pelo mundo afora”. Felizmente, eu, na terceira idade, passo pela reciclagem dessa grande indústria. Já não sou apenas um “ferro velho”. Estou recarregando as baterias da vida e abastecendo a alma com o combustível do conhecimento. (Álvaro Zulian - aluno da Universidade Aberta à Terceira Idade - Uati/USC)

A FÉ MOVE MONTANHAS

Senhora Magali Rufino, li sua emocionada carta, a qual deixou-me sensibilizada, pois suas palavras são reflexo do que a senhora mostra ser, sensata, humilde e, o melhor, tem fé em Deus. Onde a senhora diz (o choro pode durar toda uma noite, mas a alegra virá pela manhã), isto é, havendo muita fé e acreditando em nosso Deus todo-poderoso. Senhora Magali, certa noite eu, precisando de uma graça de Deus, acendi uma vela e rezando pedindo a Deus que me ajudasse, porém, minha fé estava vacilando! Então pedi a Deus que me desse uma prova de que alcançaria a graça. Na manhã seguinte, ao ler o JC deparei-me com uma carta que dizia tudo que eu havia pedido sobre a prova. Deus me enviou tudo através das palavras em carta de uma missivista por mim desconhecida, esta dizia que nunca devemos perder a fé em Deus. Esta mensageira que Deus usou para minha resposta se chama Claudinéia Viana. Desde este dia minha fé é inabalável, problemas sempre aparecem! Mas com a fé em Deus todos são sanados. E com isto sou uma pessoa que não temo nada, e não vacilo mais em minha fé. A sua carta nos comove! Pois está nos dando uma lição de otimismo e acima de tudo nos dando a lição de que em confiança a Deus todo-poderoso tudo se pode. Podemos chorar à noite, e Deus na manhã seguinte nos manda o sol a brilhar. Desejo que meu depoimento de um caso pessoal, venha trazer para a senhora e sua família muitos e muitos lindos dias de sol a brilhar, com fé em Deus nada é impossível! Fique com Deus!! E boa saúde!! Amém. Um abração desta ainda desconhecida, mas que deseja sua recuperação. Aproveito para dizer à Claudinéia Viana que guardo sua carta com muito carinho, pois ela, a Claudinéia, é para mim a mensageira de Deus que me trouxe a mensagem que estava precisando sobre a firmeza na fé em Deus. Claudinéia, ligue-me, fone 3227-0265, um abração. Que Deus te proteja. (Iris Linhares Ferreira de Mello - RG 5.347.238)

ELA ESTÁ EM TODA PARTE

A maior parte da população não está consciente do que é a dengue, quando ela é hemorrágica “mata”. O que a gente vê por aí nos terrenos baldios é uma calamidade pública, de criadouro de mosquitos da dengue, e não está só na periferia, não! Ela está no centro da cidade! Existe um terreno baldio na esquina da rua 7 de Setembro com a Alfredo Ruiz que é um criadouro de mosquito da dengue, lá tem dezenas de copos descartáveis, garrafas plásticas, plásticos e o terreno fica bem perto de muitas escolas. E tem uma placa de venda do terreno, o dono não está nem aí com a saúde do povo. Por que ele não limpa o terreno e cerca para vender? É falta de consciência do dono do terreno. A Secretaria da Saúde precisa tomar conhecimento desses terrenos baldios que existem por esse Bauru afora. Não vamos por a culpa só na Secretaria da Saúde, precisamos da cooperação de todos bauruenses, não joguem garrafas e copos plásticos, pneus velhos em terrenos baldios. Tem os catadores de recicláveis, vamos separar os lixos recicláveis, e tem o caminhão que passa uma vez por semana para apanhar os recicláveis. Se todos cooperarem haveremos de acabar com a dengue, porque como está não é possível acabar com esta praga da dengue. (Florindo Martins)

A VELHA FIGUEIRA FOI EMBORA, ME SINTO CULPADO

Morando há seis anos na rua João Zambonatto, no Jardim Paulista, uma das coisas que mais me encantavam no bairro era no fim a rua, perto de uma boca de lobo, onde talvez ela teria sua continuação, uma velha figueira com seus enormes tronco e copa espalhando sombras e frescor ao seu redor. Todos nós, moradores da região, ficávamos encantados como poderia ter sobrevivido uma árvore de tal porte, até agora, na cidade sem limites, faminta de terrenos para o seu crescimento. Pois bem, um loteamento foi lançado na região e eu não tenho nada contra eles, pois geram empregos e impostos para a cidade em que nasci e tenho a sorte de continuar vivendo, mas imaginava que, por uma questão de paisagismo ou mesmo de preocupação com a situação do planeta, essa frondosa figueira seria poupada, ganhando destaque no futuro condomínio fechado, como um espaço de lazer e descanso em uma cidade quente como a nossa. Por isso, não me preocupei e acabei cometendo um erro na preservação da velha figueira: não me mobilizei, não procurei as pessoas do bairro para discutirmos com os loteadores o que poderíamos fazer para salvá-la. Sexta-feira passada, 25 de maio, por volta das treze horas e trinta minutos, saindo de casa para levar minha filha para uma atividade qualquer tivemos um choque: a veneranda figueira sofrendo um ataque, sendo empurrada por um trator enorme que fazia muita força para tirá-la do fim da minha rua, do seu lugar de destaque, para a vala comum das coisas sem importância.

Confesso que fiquei atônito e não tive força para tomar qualquer atitude prática, além de telefonar para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, onde fui educadamente informado de que, por se tratar de uma área particular, o órgão responsável pela autorização de corte seria estadual e que, uma vez dada a autorização nada poderia ser feito e, apesar disso, a funcionária que me atendeu iria tentar saber algo sobre a situação jurídica do corte da figueira em questão. Telefonei para o meu amigo Rodrigo Agostinho, ambientalista de renome internacional, vereador licenciado para ocupar o cargo de Secretário Municipal do Meio Ambiente, candidato a deputado federal bem votado e não eleito devido aos caprichos da nossa lei eleitoral e ele, atônito, me disse que agradecia a informação e lamentava pois, estava fazendo um estudo para propor o tombamento legal da figueira, não no chão, como estava acontecendo. Lembramos ao telefone o movimento ambiental e social em torno da Copaíba da avenida Getulio Vargas, que se tornou um exemplo de mobilização comunitária e deixou a região tão bonita e valorizada com a criação da Praça da Copaíba.

Mas já era tarde, a figueira fora ao chão e os tratores do empreendimento começavam a rolar o seu tronco enorme para o fundo do vale como para esconder as provas do crime, que na verdade não aconteceu, pois nos dias de hoje não se corta uma árvore sequer sem autorização dos órgãos competentes, quanto mais uma árvore daquele tamanho e porte e é aí que me sinto culpado por não ter tentado uma mobilização do bairro, um contato com os empreendedores para salvar a nossa velha figueira que foi embora ser deixar herdeiros. Aqui em Bauru existe um mito que nos faz muito mal, que só pode haver desenvolvimento econômico, social, enfim progresso se o antigo, o tradicional, o ambientalmente belo, o historicamente importante e os indícios do ferroviário forem apagados. Assim, a Estação Central Ferroviária, o Aeroclube, o nosso Cerradão deveriam ser destruídos ou loteados para gerar recursos para obras necessárias à cidade. Os poderes constituídos foram eleitos para administrar e legislar dentro da lei, mas com criatividade pois, onde não se pode cancelar a história para que ela continue existindo. O particular deve exercer o seu empreendedorismo em auxílio da cidade e não só do lucro. Já imaginaram Paris sucateando a Torre Eiffel, Roma desmontando o Coliseu, Barcelona loteando a obra de Gaudi ou Nova Iorque demolindo a Estátua da Liberdade para obterem recursos para desenvolverem projetos necessários para as famosas cidades? Para aqueles que acham que eu exagero, lembro que o nosso lugar é aqui e agora, que devemos amar nossa cidade e que existem exemplos mundiais de progresso e desenvolvimento para serem seguidos sem a destruição e o cancelamento do passado, do que é importante historicamente e do meio ambiente. Bauru merece a nossa criatividade, a nossa mobilização, o nosso cuidado para que coisas importantes da cidade, como a velha figueira não sejam sacrificadas em nome do progresso a qualquer custo. (Fábio Pallotta)

DEFESA DE NILSON

Pedimos espaço nessa democrática “Tribuna” para expressar nossa repulsa à forma deselegante, desrespeitosa e injuriosa com que o vereador João Parreira de Miranda tem utilizado a Câmara Municipal para atacar a pessoa do ex-prefeito Nilson Costa. Entendemos que a passagem do dr. Nilson pela Prefeitura foi marcada por uma luta heróica pelo bem da comunidade, eis que ele herdou uma situação de caos financeiro e administrativo.

Nilson assumiu a prefeitura com salários do funcionalismo atrasados, vale-compra restrito a pouquíssimos supermercados, plano de saúde da Unimed suspenso por falta de pagamento, dividas elevadas com a CPFL, débitos quase impagáveis com vários bancos, que ameaçavam pedir intervenção no município; alta divida com o Sepren e etc. Apesar disso, o ex-prefeito conseguiu recuperar as finanças, restabelecer o crédito da prefeitura e realizar obras que aí estão, citamos algumas: término do Teatro Municipal; seis avenidas ampliadas, asfaltadas e recapeadas; mais de uma dezena de novas escolas; novos núcleos se saúde; ampliação do Pronto Socorro Central; criação da Banda e da Orquestra Sinfônica Municipal; criação do passe-integração e tantas outras coisas boas. Tudo sem alarde e sem aumentar impostos!

Castigada pelas denúncias caluniosas, que partiam da oposição na Câmara, sempre com o dedo do vereador Parreira, a administração Nilson Costa tem sido absolvida pela Justiça. Seguidamente Nilson tem demonstrado que corretamente agiu em favor da cidade, para desespero dos inimigos políticos e especialmente desses vereadores que a fustigaram impiedosamente ao longo de seis anos.

O sr. Parreira não deveria utilizar a Câmara para revides raivosos às vitórias judiciais de Nilson Costa, um bauruense que dedicou-se de corpo e alma às causas do município, não só na política, mas como jornalista, sindicalista e na filantropia.

É tempo do sr. Parreira reavaliar sua atuação, deixando de usar o Legislativo para vinganças pessoais e ataques à moral de oponentes. Sugiro que os vereadores não façam “vistas grossas” a caótica situação de nossa cidade, ante os desacertos e incapacidade administrativa do atual prefeito, há muito que fazer a fim de honrar os polpudos salários que recebem. Bauru está abandonada, as obras paradas e o desenvolvimento estagnado... Na alma do bauruense um sentimento arraigado... Saudade do Nilson Costa e arrependimento de não ser o Caio Coube prefeito da nossa cidade. (Leandro Lopes e Brasília Galvão)

MINHA DEFESA, UM GRITO

No cotidiano prosaico da vida, há muitos trabalhadores que permanecem quase anônimos, alheados do sucesso, cujo empenho é muitas vezes desprestigiado. São os trabalhadores cuja faina depende da lida das mãos, dos pés, do fôlego, do físico, são, enfim, os ditos (com tom por vezes pejorativo) trabalhadores braçais. Sendo, portanto, desconhecidos o perfil profissional, por algumas instituições. Talvez pela presença incômoda de um ranço oriundo da escravidão, nossa dos substratos o suor. Mas, na verdade, isso ocorre no mundo todo. dentro de suas humildes possibilidades, perante algumas profissões que não recebem o respeito adequado, eu gostaria de sobreviver e dar sustento a minha família com os proventos do meu próprio trabalho. Mas estou impossibilitado, não tenho o apoio dos pés nem a firmeza das mãos e o fôlego necessários para operar uma máquina de Marcenaria e o INSS encerrou meu “Beneficio”, alegando que as minhas doenças são perfeitamente controláveis com medicamentos e estou apto. a trabalhar pois marceneiro é serviço leve, o pesado é carpinteiro. Preencho todos as exigências cumulativas para recebimento deste tipo de benefício, apresentei, atestados, laudos, exames, receitas, etc, me apresentei para assistir ao julgamento de meu recurso, marcado para 22/5/2007, e pasmem, senhores, a sentença já estava dada em 16/5/2007, conforme documento em meu poder, ou vejam no site da previdência processo nº 37322.000589/2007-06. Meus problemas de saúde são muitos, mas vou relatar um que já me dá o direito: artrose nos dois pés e ombro. (Newton de Campos Mello Filho - RG 5.718.516)

A colheita da semeadura

Vivemos em uma sociedade onde mudanças ocorrem muito rapidamente. Cada dia é único, e cada oportunidade perdida é como uma flecha lançada, ou uma palavra dita. Então, como saber se arriscar é o melhor a fazer? Milhares de pessoas fazem essa pergunta a si próprias todos os dias, na dúvida entre empenhar-se ou não em algo que tem duas possibilidades distintas de ocorrência: lograr êxitos ou agouros. Inquestionavelmente, ninguém quer semear uma idéia sabendo que ela não obterá sucesso. Mas raras são as pessoas que se perguntam o que esse passo em falso pode acrescentar em suas vidas. “Se algo tende a dar errado, então dará errado”, já dizia Murphy, e de fato ele estava certo, pois algo que seja feito com descaso e pessimismo tem maior possibilidade negativa que positiva. Porém, isso é algo estritamente psicológico e mutável, pois se uma idéia que tem muita chance de dar errado, se lidada com otimismo, poderá dar certo. Então, nesse contexto, será que vale a pena ventilar uma idéia, pulverizar uma solução, mesmo que esta pareça absurdamente inútil aos nossos olhos? Se fôssemos pensar na hipótese mito mais provável de dar errado, com certeza Chico Mendes não teria acreditado que os seringueiros poderiam ter melhores condições, os artistas brasileiros não teriam mudado radicalmente seu estilo e não teriam feito a Semana da Arte Moderna, um cientista não dedicaria uma vida inteira para descobrir a cura de uma doença, um fazendeiro não semearia suas terras sabendo que uma chuva ou uma seca poderiam acabar com sua colheita, uma planta não produziria sementes para tentar disseminar a espécie. Nesse latifúndio que é o mundo onde vivemos, o importante não é esperar florarem as oportunidades, mas sim semear muitas idéias para que a colheita dê frutos, mesmo que poucos, mas satisfatórios. (Danilo Fávero Tangerino - estudante - RG 44.547.612-6)

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