Ao invés do mural da escola, a Internet. É assim que os alunos do Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Santa Maria, da Vila Cardia, estão divulgando as atividades da escola. Eles colocaram a mão na massa e criaram um blog para publicar notícias, opiniões de alunos, eventos da instituição e disponibilizar material para a utilização dos estudantes. Trata-se da primeira escola da rede municipal com espaço na rede mundial de computadores enquanto algumas delas agora é que estão se conectando à web.
O blog http:/www. estudandoparaofuturo.b logspot.com é um projeto do grêmio estudantil. “É uma coisa que interessa a todos. Muito gente na escola gosta. Então tivemos a idéia de fazer um site”, explica Gabriela Scardini Silva, de 14 anos, membro do grêmio da escola, que é responsável pela manutenção da página na Internet. “Se a gente tem um monte de material disponível, tem Internet e sala de informática, porque não usar para isso?”, completa.
A página está no ar há três semanas, em fase de planejamento e ajustes. Não se trata de um espaço livre, onde todos os alunos podem participar e emitir suas opiniões ou publicar seus trabalhos. Todas as sugestões e materiais enviados passam pela análise de dois professores responsáveis para evitar o uso indevido do espaço. A estudante da 7.ª série Ruth Maria da Silva aprova a iniciativa.
“É interessante porque, além da gente saber das coisas que ocorrem na escola, podemos baixar música e imagens”, afirma. Ela critica um pouco o formato do site, mas pondera. “Está no começo, eles estão arrumando”, diz. Para a diretora da escola, Margareth Noemi Karg Quirino, a página na Internet funciona também como uma extensão do trabalho de ensino realizado em sala. “Através dele (blog) é divulgado conhecimento, além disso os alunos que participam desenvolvem a habilidade de escrever e avaliar o uso da linguagem, por exemplo”, afirma.
Para a mediadora de informática do colégio, Fernanda Silva, a integração entre o estudante e a escola é intensificada com a novidade. “Isso desenvolve a relação aluno/aluno e aluno/professores. Eles se envolve mais com as atividades da escola e mantém uma relação mais próxima. Isso traz ganhos na questão pedagógica", diz.
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Professor também aprende informática
Os professores também estão ‘empolgados’ com o projeto de informática ‘Click Inclusão’. A maioria deles teve contato com um computador e com a Internet pela primeira vez através do projeto. Eles estão sendo capacitados por monitores da empresa vencedora do processo licitatório promovido pela prefeitura de Bauru.
É o caso da professora Érika Fleury Pini Souza, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Cônego Aníbal Difrância. “É tudo novidade para mim. O computador se tornou uma ferramenta a mais de conhecimento”, disse. A professora já aplicou o que aprendeu até agora na sala de aula.
“Fizemos uma aula sobre ciências em que eles (os estudantes) pesquisaram os animais em extinção”, conta. Mas todas as aulas na Internet são previamente estudadas. “No começo da aula, nós avisamos que não é permitido entrar em outros sites, além dos que foram escolhidos para a aula”, explica. A preocupação é que os alunos não entrem em sites impróprios ou que não tenham relação com o conteúdo da aula.
Os professores de Emefs foram os primeiros a ter aulas de informática. Mas, desde a semana passada, professor das Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emeis) também começaram a ser capacitados.
Segundo a monitora Aline Cristine Pereira Ribeiro, serão três módulos de aulas, cada um com 30 horas. A vice-diretora Regina Maria Almeida Pacheco acredita que o projeto veio em boa hora. “As mudanças são sempre bem-vindas. O contato dos professores com a Internet e computadores vai ajudar na proximidade entre eles e os alunos”, prevê.
O projeto Click Inclusão consiste na utilização do computador como ferramenta de aprendizado e não simplesmente como aula de informática, oferecendo aos educadores e alunos acesso à modernas inovações educacionais. Foram instalados 15 ambientes de aprendizagem, cada um com aproximadamente 18 computadores, em escolas de ensino fundamental. Quase dez mil alunos já estão sendo beneficiados. (Thatiza Curuci)