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Com 7 máquinas novas, HB amplia hemodiálise em 30%


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Fazer hemodiálise é um procedimento sofrido para o paciente. São cerca de quatro horas para ‘filtrar’ o sangue em uma máquina. O paciente precisa passar por esse procedimento três vezes por semana. Até semana passada, 101 pacientes podiam fazer esse tratamento por mês no Hospital de Base (HB) de Bauru. Mas esse número aumentou cerca de 30% graças à aquisição de sete equipamentos de hemodiálise através de um convênio entre a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) – entidade mantenedora do HB - e a Secretaria Municipal de Saúde. Agora, 132 pacientes poderão ser atendidos todos os meses.

As sete máquinas de hemodiálise e outros equipamentos que dão mais segurança e comodidade para o pacidente custaram aproximadamente R$ 365 mil, sendo R$ 340 mil de repasse do Governo Federal e o restante contrapartida do HB. Além das máquinas, foram adquiridos dois aparelhos portáteis para água (cada hemodiálise consome aproximadamente 120 litros do líquido), um respirador, uma cama de recuperação hospitalar, uma aparelho desfibrilador, uma cama de recuperação, entre outros.

Segundo a médica nefrologista do Setor de Hemodiálise do HB, Tereza Maria Faifer, com as novas aquisições, duas máquinas poderão ficar à disposição dos pacientes da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) “São pacientes mais debilitados, que precisam de atendimento rápido. Antes, era preciso emprestar as máquinas que estavam nas salas de atendimento para usar nesses pacientes”, conta.

As máquinas são de origem sueca e cada uma delas custa cerca de R$ 40 mil. Se bem cuidadas, podem durar até 20 anos, em média. A paciente Sheila Amarante Fernandes, 16 anos, foi uma das primeiras a usar uma das máquinas novas. Ontem, ela fez hemodiálise pela terceira vez. A moça está na fila para transplante de rim e, enquanto aguarda, submete-se três vezes por semana à hemodiálise. “Começei a inchar muito depois da gravidez. Fui ao médico e descobri que estava doente”, conta.

Aos 50 anos, Vera Lúcia Margarido, também testou ontem a máquina nova. Foi a primeira vez que ela fez hemodiálise. “Achei bem melhor esta máquina nova”, diz. O paciente Osmar Rodrigues de Oliveira, 45 anos, faz hemodiálise há um ano e já reparou na diferença entre a máquina antiga e a nova. “A máquina nova é bem silenciosa. Faz toda a diferença porque a gente fica quatro horas fazendo hemodiálise e o barulho da máquina antiga incomodava mais”, conta.

Após a compra das máquinas, três novos pacientes puderam ser atendidos pelo HB. "Esses pacientes foram recebidos entre ontem (anteontem) e hoje (ontem)”, conta a médica nefrologista Maria Regina Trota Pinheiro.

Para o anúncio da aquisição das máquinas, a AHB convocou uma coletiva de imprensa. O superintendente da AHB, Reinaldo Rocha, o secretário municipal de Saúde, Mário Ramos e as médicas nefrologistas Tereza Maria Feifer e Maria Regina Trota Pinheiro participaram do evento. (TC)

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