Polícia

Reformulação do Tático está parada

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

A mudança do perfil da Força Tática em Bauru, anunciada poucos dias após a morte do mecânico Jorge Luiz Lourenço, está parada até a escolha do novo comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI). No final de abril, ainda à frente do 4º BPMI, o tenente-coronel Pedro Batista Lamoso anunciou que todos os 66 policiais que faziam parte do grupamento tático seriam gradativamente substituídos até o final de junho.

Na época, Lamoso revelou que a iniciativa já estava prevista, mas foi antecipada exatamente devido à repercussão causada pela morte do rapaz, de 22 anos, em confronto com policiais do Tático. A iniciativa, que pretendia estreitar os laços entre os policiais do grupamento e a comunidade, gerou desconforto entre os membros mais velhos. Eles criticaram o momento da mudança, relembrando os ataques da facção criminosa PCC em 2006 e levantaram a hipótese da atitude ter sido tomada para não prejudicar a carreira do comandante, que estava prestes a ser promovido. Apesar de negar esse motivo, depois de 30 dias ele foi nomeado coronel e assumiu o Comando de Policiamento de Área Metropolitana-11 (CPA/M11), em São Paulo.

Sob o comando de Lamoso, 14 policiais da Força Tática foram substituídos, inclusive os comandantes dos dois pelotões, que passou das mãos de Renato Ramos e Gustavo Xavier (que assumiram respectivamente a Base Sul e a Base Centro) para Bruno Mandaliti Scarp e Alexandre Moratto Tercioti. Além deles, o tenente Elvis Alessandro Botega desempenha o papel de capitão do Tático, função da alçada de Jorge Duarte Miguel, que desempenha em caráter temporário o papel de major no 4º BPMI.

De acordo com o major Nélson Garcia Filho, comandante interino do 4º BPMI, a Força Tática é uma equipe que seria uma espécie de braço direito do comandante, à disposição dele para ser lançada em qualquer uma das 19 cidades de atuação sem horário específico. “Ele (Lamoso) fez modificações. Agora devemos aguardar o novo comandante, que está por chegar, para verificarmos se ele irá adotar a mesma linha do anterior”, afirma Garcia. “Na qualidade de interino, não posso tomar esse tipo de decisão”, completa.

Ainda não existe data definida para a publicação em Diário Oficial do novo comandante do 4º BPMI. No entanto, é provável que saia em dez dias. Segundo o major Garcia, que refuta a possibilidade de ser nomeado para o cargo, provavelmente o próximo escolhido irá reavaliar o grupamento e só depois tomará decisões.

A Força Tática possui treinamento diferenciado e atua em situações críticas de contenção de crises e em apoio a operações. Para Garcia, que já comandou o Tático, possíveis mudanças não ocorrem devido a disparidade de preparo dos membros.

“Tem que ser observado o condicionamento físico e controle emocional. Se percebermos que existem policiais que perderam o condicionamento, será transferido”, afirma.

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16 anos

Na manhã de ontem, foram comemorados os 16 anos de fundação da Força Tática em Bauru. No gramado da Associação de Cabos e Soldados da PM, policiais da ativa e da reserva receberam homenagens pelos serviços prestados à comunidade.

O Tático 4 foi criado em 1991 com o objetivo de formar uma tropa nos moldes das que atuavam na Capital durante aquele período (Rota, Gati e Goe), direcionadas a ocorrências de crise, salvamento, situações de aglomeração de pessoas e de choque.

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