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Família acorrenta menino de 11 anos para afastá-lo do crack

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 1 min

Porto Alegre - Um menino de 11 anos teve seus pés acorrentados por familiares para ficar dentro de casa e distante do crack. O conselheiro tutelar João Brito Soares, que atendeu a ocorrência anteontem, disse que foi a terceira vez em poucos meses que encontrou o garoto amarrado por cordas ou correntes. Por acordo entre o Conselho Tutelar e a família, o garoto foi morar temporariamente desde ontem com uma tia, em endereço não divulgado.

A mãe, uma dona de casa de 38 anos, disse que tentou limitar os movimentos do filho porque não consegue mais controlá-lo. Há cinco meses ela percebeu que o menino começou a furtar objetos de sua casa para comprar a droga. Além disso, soube que ele está ameaçado de morte por ter praticado roubos para pagar os traficantes do bairro Humaitá, onde a família mora.

O menino já fugiu duas vezes de clínicas de tratamento de dependentes químicos.

O conselheiro tutelar Douglas Neumann disse que os pais da criança, dois ambulantes, já afirmaram que não têm mais controle sobre o menino em razão do uso de drogas. “Eles podem ser penalizados. Já representamos ao Ministério Público. Provavelmente a pena máxima que pode acontecer é a destituição do pátrio poder. Se isso ocorrer, primeiramente será buscado entre os familiares alguém que queira ficar com o menino. Caso isso não ocorra, ele será encaminhado para adoção”, disse o conselheiro.

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