São Paulo - A polícia está investigando a suspeita de que rádios piratas estariam transmitindo mensagens para detentos dos presídios paulistas. A informação foi passada ontem à polícia pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Desde sexta-feira, técnicos da agência ajudam os policiais de São Paulo na busca de rádios piratas na Capital. “A gente está averiguando a informação de que rádios estariam sendo instaladas perto dos presídios parar transmitir mensagens aos presos por meio de códigos”, disse o delegado Djair Rodrigues, da 3.ª Seccional.
Segundo ele, desde sexta-feira passada, a polícia interrompeu a freqüência de 11 rádios. Ontem, foram três estúdios fechados pela polícia e cinco transmissores destruídos. Oito pessoas foram detidas para averiguação e levadas para a 3.ª Delegacia Seccional.
Se ficar comprovada a participação delas na operação das rádios, elas serão indiciadas por expor ao perigo embarcação ou aeronave, crime cuja pena varia de dois a cinco anos de prisão. De acordo com a polícia, os transmissores destruídos ontem estavam instalados em uma torre desativada da embratel, na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Perus (zona norte).
Ainda segundo a polícia, causavam interferências na comunicação dos aeroportos e no Campo de Marte (zona norte).
De acordo com a Anatel, uma rádio comunitária com autorização para funcionar deve operar com 25 watts de potência. Nas operações feitas pela polícia, a rádio pirata com menor freqüência operava com 100 watts de potência e a de maior, com 1.200 watts.
Ainda segundo a Anatel, uma rádio que opera em 25 watts é capaz de transmitir ondas de até 5 quilômetros de distância. Do começo do ano até 31 de maio foram fechadas 84 rádios na Capital e 597 no Brasil.