Heiligendamm - Outros impasses deste primeiro dia da reunião anual do grupo esfriaram as esperanças da chanceler alemã, Angela Merkel.
Ela buscou sem sucesso um compromisso entre os líderes para limitar a dois graus centígrados o aumento das temperaturas globais até 2050 - o que implicaria em reduzir para a metade as atuais taxas de emissão de gases do efeito estufa.
Os EUA, no entanto, que nunca ratificaram o protocolo de Kyoto, derrubaram os ambiciosos objetivos de Merkel ao anunciarem que não concordarão com o estabelecimento de metas específicas para a redução na emissão dos gases poluentes.
Bush afirmou, no entanto, que tem “forte desejo” de continuar a trabalhar com o G8 na questão e que não prejudicará as ações da ONU com relação às emissões. Jim Connaughton, responsável na administração Bush para o ambiente, anunciou no entanto que não haverá um “objetivo coletivo” antes que sejam estabelecidas negociações com China, Índia, Brasil, México e África do Sul, entre outros países.
Hoje, as cinco economias emergentes convidadas para a cúpula do G8 - Brasil, México, China, Índia e África do Sul - manterão uma reunião em Berlim.
Merkel deu mostras de ceder na pressão. “Está claro que os objetivos definidos pelos europeus não podem ser compartilhados imediatamente e em sua totalidade com o resto do mundo”, disse.