Tribuna do Leitor

Esperança de novas vidas


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Todos os anos, milhares de pessoas morrem ou ficam seriamente debilitadas devido a doenças degenerativas. A esperança dessas pessoas pode diminuir ainda mais se o texto que proíbe todo tipo de clonagem humana no país, tanto a reprodutiva (destinada a gerar bebês) quanto a terapêutica (com vistas a curar doenças), for sancionada pelo Senado.

A justificativa para esse fato é que a clonagem terapêutica é a grande esperança dessas pessoas. Já que esse tipo de clonagem é uma das maneiras de se obter células tronco. Células essas capazes de “fabricar” novos tecidos musculares. O cordão umbilical, o sangue, a medula, vários tecidos de crianças e adultos e células embrionárias, também, são formas de se obter células-tronco, mas a principal ainda é a clonagem.

Como muitos pensam, para obter células-tronco através de células embrionárias não é preciso sacrificar a vida de um feto, os milhares de embriões que são descartados todos os anos em clínicas de fertilização poderiam ser uma fonte fantástica para a obtenção das chamadas CTs. Ou seja, é possível cultivar tecidos e órgãos, a partir de embriões descartados que nunca serão inseridos num útero.

Mas o medo causado pela legalização da clonagem terapêutica é que ela possa abrir caminho para a clonagem reprodutiva humana, incentivar o comércio de óvulos e destruição de “embriões humanos”. Porém, a solução é uma legislação e uma vigilância mais eficientes, a criação de mecanismos de controle que permitam as pesquisas com embriões humanos somente por grupos qualificados e credenciados de acordo com sua capacidade. É fundamental que a lei apóie essas pesquisas para que um número incontável de vidas sejam salvas.

Lívia Sanches Toledo

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