Nacional

PM promete investigar possíveis abusos durante protesto na Paulista

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A Polícia Militar instaurou um inquérito para apurar possível excesso de alguns policiais durante um protesto contra o G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, que nesta semana se reuniu na Alemanha). A manifestação, na tarde de anteontem na avenida Paulista (região central), terminou em pancadaria.

Vidraças de três agências bancárias, de um Mc Donald’s de e um quiosque ficaram danificadas. Ontem, algumas das agências tiveram fachadas substituídas. No Sudameris, a troca de 17 vidraças custaria cerca de R$ 3.500. Não havia levantamento total do prejuízo. Do grupo de manifestantes, 142 foram detidos pela polícia e liberados ainda anteontem.

Segundo a PM, não houve confrontou ou feridos, mas a versão foi contestada por pelo menos dez pessoas que participaram do protesto, que chegaram à delegacia com ferimentos aparentes no rosto. “Acho que meu nariz está quebrado’’, disse, anteontem, na delegacia, um estudante de 15 anos com boca e nariz inchados.

A Secretaria da Segurança Pública informou que nenhum manifestante havia feito queixa ontem. O único registro de lesão corporal foi feito pelo repórter Fabiano Nunes, 34, agredido a golpes de cassetete após se identificar como jornalista. No inquérito da Corregedoria da PM, todos os policiais da operação serão ouvidos nos próximos 20 dias. Se nada for esclarecido, o Tribunal da Justiça Militar assume a investigação.

Dos detidos anteontem, cerca de 20 eram menores de 18 anos. Os perfis, similares: estudantes (secundaristas ou universitários), de classe média e boa formação cultural. O último a ser liberado, Johni Raoni Falcão Galanciak, 21, o Pica-pau, resistiu à detenção na delegacia e foi contido por cerca de dez policiais.

Comentários

Comentários