Curitiba - O Tribunal de Justiça do Paraná condenou um banco de armazenamento de células-tronco a indenizar por danos morais um casal que contratou o serviço de coleta de sangue do cordão umbilical do primeiro filho, mas não foi atendido no parto. A funcionária que realizaria a coleta chegou ao hospital uma hora após o nascimento, quando não era mais possível obter o material.
A CordVida, de São Paulo, terá de pagar R$ 20 mil a Leonardo Ribas Gomes, 33 anos, e Gianna Calderari, 31 anos. A criança já tem 2 anos. As células-tronco do cordão umbilical podem ser usadas contra doenças futuras, mas não há garantia científica disso. Mas as chances para regeneração celular sem rejeição são elevadas.
O relator do processo, desembargador Roland Schulman, apontou negligência da empresa. Gianna, que é advogada, disse considerar o valor da indenização baixo e que recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em 2005, o casal pagou R$ 4.095,00 pela coleta. Pagaria mais R$ 788 por ano para manter as células armazenadas durante a vida do filho.