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Assistência auxilia na formação dos estudantes

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Vistos como privilégios por diversos setores da sociedade, auxílios e bolsas mantidos pelas instituições públicas de ensino superior são essenciais para a formação dos estudantes de baixa renda. Nos últimos três vestibulares, cerca de 35% dos alunos matriculados nos cursos de graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) vieram de escolas públicas.

É um percentual considerável. Diego Dacax, membro da comissão de comunicação dos estudantes na greve das universidades e aluno do curso de jornalismo da Unesp, enxerga nesses auxílios (entre eles a moradia) uma forma de democratização do ensino superior.

“A cada dia que passa, aumenta a quantidade de alunos de baixa renda matriculados nos cursos de graduação. A ampliação do número de benefícios e a construção das moradias é essencial para que a inclusão das camadas carentes no ensino superior ocorra de fato. Do contrário, nossas universidades públicas continuarão restritas aos grupos mais abastados”, pensa.

Paulo Cezar Razuk, professor do curso de engenharia mecânica da Unesp de Bauru, vê a assistência estudantil como um modo de garantir formação adequada aos alunos carentes.

“A situação na universidade pública mudou. Antigamente a gente podia chegar numa classe de engenharia e dizer: ‘Olha, vão lá e comprem aquela ferramenta X, pois ela vai ser usada durante todo o semestre’. Hoje, isso já não pode mais ser feito, pois os materiais não se encontram ao alcance do poder aquisitivo dos alunos. É preciso oferecer condições para que os estudantes mais pobres também possam se sair bem nos estudos - e isso inclui melhores bibliotecas, maiores laboratórios de informática e mesmo a instalação de moradias e de restaurantes subsidiados no câmpus”, acredita ele, que já foi vice-reitor da Unesp, entre 2001 e 2005.

Christine Habib, assistente social da prefeitura do câmpus de Bauru da Universidade São Paulo (USP), concorda com essa visão. “Se esses benefícios não existissem, muita gente não teria condições de cursar uma universidade pública”, lembra.

Para adquirir o instrumental clínico utilizado no decorrer da vida acadêmica, alunos de odontologia precisam arcar com gastos que variam entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Livros utilizados em algumas disciplinas do curso chegam a custar R$ 800,00.

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