• Um dia agitado
A semana política promete uma agenda cheia. E começa por esta bela segunda-feira, que terá intensa movimentação na Câmara Municipal de Bauru. A presença do prefeito Tuga Angerami está prevista por lá. Será no período da manhã, às 10h30, se nada for alterado. À tarde, após a sessão, por volta de 17h30, o convidado para uma esticadinha ao prédio da Praça Dom Pedro II é o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri, com a possibilidade de o secretário Edmundo Albuquerque também aparecer.
• Negócio possível
Tuga tentará convencer os vereadores a aprovar o acordo firmado com a CPFL para pagamento da dívida municipal com a companhia, recalculada em R$ 11,5 milhões, a ser paga em nove anos. Embora haja vereadores chateados por não terem sido informados sobre o desfecho da negociação, parece que sobrarão argumentos à prefeitura para convencer a Câmara de que é o melhor negócio.
• Governo e Bauru
Por falar em Tuga, numa das rodas deste final de semana no Calçadão discutiu-se a eleição municipal de 2008 e como o governo do Estado (leia-se assessoria política do governador José Serra, através do chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira) estaria vendo e atuando em Bauru para tentar influenciar na escolha do candidato a prefeito. Sabe-se que Aloysio tem predileção pela candidatura de Caio Coube, já testado e bem-sucedido nas urnas.
• Serra e o prefeito
Até aí tudo já se tornou mais ou menos público. O que pode estar ainda na penumbra dos bastidores, segundo alguém muito bem informado, é que os articuladores políticos do Palácio dos Bandeirantes poderiam estar apostando também em uma segunda via - uma espécie de reserva tática para a eleição. Seria através do esquema político que gravita em torno do prefeito Tuga Angerami, amigo de longa data de José Serra.
• Cardeais e o pároco
Isso explicaria o assédio feito por José Clemente Rezende e o próprio Tuga junto ao DEM (ex-PFL). Como se sabe, o DEM é aliado incondicional de Serra em São Paulo. Essa relação abriria as portas do partido ao grupo político do prefeito. O problema é que Dudu Ranieri, presidente do DEM, não teria gostado da forma como a missa foi iniciada pelos cardeais do partido, sem comunicado ao “pároco” local. Daí o almoço que teve com Clemente e Tuga há alguns dias, no restaurante da FIB, segundo essa hipótese, não confirmada.
• Setembro decisivo
Seja lá como for, o tabuleiro político-eleitoral está efervescente e ainda indefinido. Até setembro (prazo final para filiações visando a eleição de 2008), as peças terão de estar cada qual em suas “casas”. Aí sim terá início o jogo, para valer. Nada é impossível até lá. Até mesmo composições que hoje não passariam pela cabeça de ninguém. Vale o poder, e quase nada mais as ideologias e utopias que já embalaram muitos dos “jogadores” que aí estão.
• Ouvidoria na saúde
O vereador Benedito da Silva (PSDB), que é enfermeiro, está solicitando ao prefeito a criação de uma ouvidoria municipal específica para a área da saúde. “Em atenção aos pedidos de muitos munícipes para que haja um canal de comunicação face às reclamações dos usuários”, justifica.