Esportes

Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Incontestável!

Sem dúvida alguma, o espanhol Rafael Nadal tem uma superioridade incontestável em quadras de saibro (terra) em relação aos demais jogadores em atividade. A prova disso foi constatada anteontem na final de Roland Garros quando venceu ao número 1 do mundo, Roger Federer. Nadal mostrou, entre outras coisas, que para vencer, principalmente no saibro, é preciso muita regularidade, garra, paciência e lógico técnica e físico. E que para fazê-lo é preciso muito trabalho, quando se está na frente não se pode “sair de jogo”, “viajar”, como fez o suíço em alguns momentos. O resultado foi que Nadal, pela terceira vez consecutiva, levantou o troféu de campeão em Roland Garros, chegando a incrível marca de 88 vitórias nas últimas 89 partidas que fez em quadras de saibro. A Federer restou o consolo de ter quebrado o recorde que durava 73 anos, por ter chegado a oito finais consecutivas em torneios de Grand Slam. Acabou também vencendo o troféu “Laranja”, que é dado ao jogador mais “boa praça” e simpático do circuito (Guga venceu três vezes esse troféu). Por outro lado, está cada vez mais distante de vencer em Paris e, sendo assim, aumentam as dúvidas se ele realmente seria o melhor jogador de todos os tempos.

Pela quarta vez

O nosso melhor jogador brasileiro de todos os tempos, Gustavo Kuerten, participou pela quarta vez da premiação de Roland Garros. Desta vez o nosso campeão não recebeu o troféu como fez em três vezes neste torneio, e sim o entregou ao campeão Rafael Nadal. De terno e gravata, um traje pouco comum em suas aparições públicas, Guga assistiu a toda partida e chegou a cumprimentar Federer durante o aquecimento com um aceno de cabeça. Ao final, um tanto sem jeito, foi chamado para a cerimônia na quadra central, justamente no local onde reinou tantas vezes. “Quero felicitar os dois jogadores. De um lado, vimos o melhor jogador sobre o saibro da atualidade e, de outro o melhor jogador de todos os tempos. Adoro estar aqui e espero voltar no ano que vem, mas não de terno e sim de shorts e raquete na mão”, disse o brasileiro, em tom de brincadeira, falando em francês.

Treinou com o nº 1

O jauense Henrique Cunha (que foi treinado por anos pelos bauruenses Celso Sacomandi e Roger Guedes) teve um sábado inesquecível em Paris. Antes de seu último treino nas quadras de saibro de Paris, Henrique (está na Europa participando de torneios juvenis), que é canhoto, assim como o espanhol Nadal, foi convidado pelo técnico da Federação Internacional de Tênis, o colombiano Ivan Molina, para treinar nada menos com o 1º do mundo Roger Federer, um dia antes da final de Roland Garros. “Quando o Ivan me falou pela manhã eu nem acreditei, foi muita emoção”, disse o jauense. Eles fizeram um treino completo. Na hora de treinar o saque, Federer pediu para o brasileiro sacar muitas vezes no seu backhand (esquerda), para treinar as devoluções. A partir da próxima semana, Henrique estará na Inglaterra onde, pela primeira vez, irá treinar e jogar campeonatos em quadras de grama.

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Dica

Nos voleios (bolas sem pingar), não fique simplesmente parado esperando pela bola. Tente manter-se em movimento avançando para frente em todos os voleios. Isso colocará o seu peso na jogada, diminuindo as chances de receber uma bola muito baixa. Essa sua movimentação, geralmente, intimidará o seu oponente face a agressiva demonstração de confiança.

Curiosidade 1

Em 1997, Guga foi o campeão de Roland Garros pela primeira vez. Naquela época, o jornal francês, “L’Equipe”, realizou uma pesquisa junto a seus leitores que colocava a final de Roland Garros em primeiro lugar, numa lista de eventos esportivos que os franceses gostariam de assistir. O torneio francês teve 37% das escolhas. Em segundo ficou a final da Copa dos Campeões da Europa (futebol), com 35%. Em terceiro, o GP de Mônaco de F-1, com 34%. Assistir a um jogo de futebol da seleção da França, que na época se preparava para a Copa do Mundo de 98, ocupou um modesto oitavo lugar, com 18%. (Dados tirados do livro: Saibro, Suor e Glória, escrito pelo jornalista Renato Mauricio Prado, sobre os três títulos de Guga em Roland Garros).

Curiosidade 2

A iniciativa dos organizadores do Grand Slam francês de vender (leiloar) as bolas dos jogos deu mais certo do que esperavam. Eles divulgaram que a bola do último ponto da estréia do Federer contra o norte-americano, Michael Russel, foi vendida por 312 euros. A da final por 1260 euros. A da final feminina saiu por 401 euros.

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