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Professores da Unicamp mantêm greve; USP suspende o movimento

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
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São Paulo - Em assembléia realizada ontem, os professores da Universidade de Campinas (Unicamp) decidiram manter a paralisação iniciada há 19 dias. Em assembléia paralela, os docentes da Universidade de São Paulo (USP) optaram por suspender o movimento. Em Campinas (95 quilômetros a noroeste de São Paulo), a assembléia dos professores ocorreu no auditório da Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp). Os números da votação ainda não foram oficialmente informados pela associação. A próxima reunião foi marcada para quinta-feira.

Na USP, os professores decidiram suspender a greve, de acordo com o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), César Minto, por classificarem que a publicação do ato declaratório do governador José Serra (PSDB) em relação aos decretos publicados no início deste ano foi um avanço nos diálogos entre governo e universidades. No ato, além de prestar esclarecimentos, Serra garante a autonomia universitária, o que foi interpretado por alguns docentes da USP como um recuo.

Os professores da USP suspenderam a greve também pelo avanço nas negociações salariais com o Conselho dos Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp). O Fórum das Seis - entidade que integra os servidores e funcionários das três universidades paulistas: USP, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade de Campinas (Unicamp) - conseguiu do Cruesp a garantia de que fariam acompanhamento rígido da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado, fonte financeira de repasse às universidades.

Reitoria ocupada

Embora os professores da USP tenham suspendido da greve, os alunos mantêm a ocupação do prédio da reitoria, iniciada no último dia 3 de maio. O grupo deve realizar uma reunião na noite de ontem para discutir a ocupação. Hoje eles realizam uma nova assembléia, às 18h, para decidir ser permanecem no local.

O governo do Estado de São Paulo prepara uma nova ofensiva para resolver o impasse da ocupação da reitoria da USP, que completou ontem 39 dias. Dentre as ações em estudo, estão a responsabilização criminal das lideranças do movimento e a desocupação do prédio da reitoria, se necessário, com o uso da força. Em entrevista coletiva concedida ontem, o secretário estadual de Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Antônio Marrey, afirmou que a aplicação de ações criminais contra os responsáveis já está sendo objeto de estudo pelas autoridades policiais e depois seguirá para análise do Ministério Público.

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