Em pleno século 21, ainda há quem acredite que amar é ser feliz eternamente. Doce ilusão. O amor também traz sofrimento, afinal: que graça teria em gostar de alguém se tudo fosse perfeito, se não houvesse algumas discussões? O amor de alguém nunca é totalmente recíproco a outra pessoa. Em um casal, sempre um dos parceiros amará mais que o outro, pois não se tem como medir o afeto, do mesmo modo que não existem duas pessoas idênticas.
Hoje em dia, confunde-se muito os sentimentos, algumas pessoas não amam seus parceiros, mas sim sentem uma pequena atração, e não querem se relacionar de maneira intensa, só “curtição”, mera casualidade. Existem ainda aqueles que amam demasiadamente, não dão tempo ao parceiro, são possessivos, mas isso não é amor.
Não existe uma definição concreta para o amor, mas o grande poeta Camões já disse: “O amor é o fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é o contentamento descontente, é dor que desatina sem doer...”. Quer dizer, o amor é uma antítese, uma dicotomia. Mas quando se ama, tudo é lindo! E afinal: de que vale a vida sem amor?