Muito se tem falado sobre segurança eletrônica, mas pouco se tem dito sobre os benefícios efetivos que essa área pode trazer ao cidadão.Na prática, desde que o mundo é mundo, se faz e se pensa em segurança. Inicialmente para proteger os menores e os mais fracos dos grandes animais, existindo um sistema rústico de vigilância. Depois foi a invenção do sistema penitenciário como forma de separar os maus do convívio com os bons e agora, mais recentemente, uma evolução tão radical que permite vigiar qualquer local, desde a sua casa até as mais complexas linhas de produção, de qualquer lugar do planeta, bastando que se tenha para isso um computador com acesso à Internet.
E, na prática, pode-se deter todo o controle da linha de produção de uma empresa, através de um sistema de câmeras e transmissão de imagens, mas pode-se também acompanhar todo o tratamento que a babá está dispensando ao bebê de quem trabalha, através da Internet, bem como pode-se estabelecer a vigilância de um perímetro residencial ou empresarial, através da implantação dos sistemas de segurança eletrônica, especialmente de CFTV.
Sem formato definido e padronizado, os projetos nessa área são desenvolvidos levando-se em consideração às especificidades dos usuários e devem, sempre, antes de serem implantados, passar pela análise de um especialista , que poderá, juntamente com o usuário, detalhar qual a opção tecnológica e financeiramente mais viável para o consumidor.
A grande questão hoje é: “Como poderemos nos proteger da onda crescente de invasões e constante ataque às pessoas e seus respectivos patrimônios?” E também: “Como poderemos nos certificar de que a linha de produção segue dentro do ritmo estabelecido ou que nossos filhos são bem-tratados?” A minha recomendação é que se tenham ações eficazes no sentido de consultar especialistas que possam planejar dentro do universo de atuação de cada um, mas que também saibamos escolher nossos dirigentes e possamos sugerir ao Legislativo que crie leis que favoreçam um planejamento legal do mecanismo de segurança nas plantas dos prédios e residências que estão iniciando sua construção.
Da mesma forma que a lei estabelece que para ser construída uma casa, uma fábrica ou um condomínio é necessária a criação e aprovação de uma planta civil, sugerimos a obrigatoriedade da criação de uma planta de segurança, onde, já na construção, fiquem estabelecidos os mecanismos mais adequados para que os moradores possam se proteger, de maneira eficaz, contra invasões. No caso delas ocorrerem, que eles tenham mecanismos de comunicação via Internet ou através de uma empresa de monitoramento para acionar o pedido de ajuda e impedir que a invasão ocorra.
O autor, José Rubens F. de Almeida, é consultor especializado em segurança eletrônica