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Notas 6


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• Um novo olhar

Depois de mostrar detalhes em doses homeopáticas, a Renault finalmente exibiu a terceira geração do Laguna nas configurações sedã e station wagon. O modelo ganhou um desenho mais bojudo e de linhas limpas nas laterais. Na frente, os conjuntos óticos de cortes irregulares, com setas indicadoras de direção integradas e pontas invadindo a carroceria remetem ao Citroën C5, seu concorrente direto. Já a traseira Grand Tour – versão perua –, ganhou um desenho triangular lembra as do Peugeot 407 SW, outra rival. Além disso, o carro teve o comprimento aumentado em 9 centímetros e totaliza agora 4,69 metros.

Entre os motores, a novidade é um 2.0 litros 16 válvulas turbo desenvolvido em conjunto pela Renault e Nissan – marca japonesa controlada pelo grupo francês. O propulsor trabalha com uma transmissão Proactive de seis velocidades e gera 170 cv de potência. O restante da gama de propulsores continua igual: um 2.0 16V a gasolina de 145 cv, um motor diesel de 1.5 e 110 cv e outro motor diesel 2.0 com versões de 130 cv, 150 cv e 175 cv.

Ao mesmo tempo, a nova geração do modelo recebeu novo chassi que, segundo a montadora, aumentou a rigidez torcional do carro em 20%. A suspensão traseira ganhou uma barra estabilizadora de maior calibre e a caixa de direção é nova. Apesar de ter crescido, o novo Laguna é 15 quilos mais leve que o antecessor. Entre os equipamentos, o novo Laguna oferece ar-condicionado eletrônico, freios com ABS e EBD, controles de estabilidade e tração, airbags frontais de duplo estágio e laterais duplos – para a área do tórax e da pélvis.

A Renault ainda não informou os preços do novo Laguna. Atualmente, na Europa, custa entre 21 mil euros e 36 mil euros – de R$ 63 mil a R$ 110 mil, aproximadamente. No Brasil, o Laguna já teve as duas versões anteriores comercializadas, mas para esta nova geração ainda não há previsão de importação.

• Celebrações e despedidas

A Mercedes-Benz comemora marcas de produção de dois dos seus modelos ao mesmo tempo em que encerra uma parceria de anos com a McLaren. A parcela dos festejos fica por conta do CLK e do Classe B. Lançado em 2002, o CLK acaba de alcançar a marca de 300 mil unidades vendidas em todo o mundo. Do montante, a versão cupê representou dois terços da venda, enquanto o restante ficou a cargo do modelo conversível, que foi lançado em 2003. Com menos tempo de estrada, mas menos elitista, o Classe B atingiu a marca de 250 mil unidades produzidas. O monovolume foi lançado em meados de 2005 e mais de 30% de suas vendas estão concentradas na Alemanha.

Marcas que, com certeza, o SLR McLaren não alcançará. A Mercedes encerrou a parceria que mantinha com a fabricante inglesa para a produção do superesportivo. O carro foi apresentado no Salão de Paris de 2004, tem motor 5.5 litros V8 desenvolvido pela AMG – divisão esportiva da marca alemã – que gera 626 cv e torque de quase 80 kgfm. A parceria entre as duas montadoras previa a produção de 3.500 unidades até 2010. O motivo do fim da parceria seriam as parcas vendas do modelo. Motivo, no mínimo, inusitado para um modelo que custa 900 mil euros – cerca de R$ 2,7 milhões – e somou mais de 2.500 unidades entregues. No Brasil, foram vendidas duas unidades.

• Marketing educacional

A PSA Peugeot Citroën investe no marketing do politicamente correto. A filial brasileira da holding francesa firmou uma parceria com o Detran do Rio para a distribuição de cartilhas educativas para o transporte de crianças. A publicação foi elaborada pela montadora em parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e sob supervisão do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Os livretinhos de 32 páginas foram doados ao órgão estadual de trânsito, que irá distribuí-los entre motoristas do Estado do Rio de Janeiro, principalmente pais e pessoas que prestam serviço de transporte escolar. A idéia de elaborar a cartilha surgiu em 2005, durante o Simpósio sobre Segurança Viária, promovido pela PSA em parceria com o Denatran.

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