O Rio Quente Resorts está completando 43 anos, mas suas águas quentes são conhecidas há três séculos. Tudo começou com o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, que, para conseguir a ajuda dos índios da região para encontrar o caminho de uma suposta mina de ouro, “ameaçou-os”, dizendo que em caso de recusa colocaria “fogo” nos rios em que se banhavam.
A força do pensamento do bandeirante, que se consagrou com a alcunha de Anhangüera (diabo velho, em tupi), foi tamanha, que as águas se tornaram quentes mesmo. Não por força do copo de aguardente em que intimidou os nativos, mas por ter encontrado em 1722 as nascentes que hoje alimentam o rio e as piscinas do complexo.
Aos poucos as águas quentes do solo goiano foram ganhando fama por suas propriedades terapêuticas e relaxantes. Em 1922, o médico mineiro Ciro Palmerston, fascinado pelas possíveis propriedades terapêuticas das termas goianas, comprou a fazenda que as abrigava.
Em 1964, foi criada a Estância Thermas Pousada do Rio Quente, cujo controle foi adquirido, 15 anos mais tarde, pelos grupos Algar, de Uberlândia, e Gebepar, de Goiânia. E em 2003, às vésperas de completar 40 anos, a estância foi rebatizada como Rio Quente Resorts, o maior complexo hoteleiro e aquático do Brasil.