Turismo

Eu estive lá: Tour pela Europa

Por Vanderlei e Maria José Simões | Especial para o Jornal da Cidade
| Tempo de leitura: 4 min

Aproveitando as publicações citando Lisboa e Madri no caderno JC Turismo, queremos dar nosso testemunho sobre essas belas cidades européias e também outras mais. O roteiro que fizemos foi de 18 dias através da Agência Espanhola Europamundo, representada no Brasil pela CVC, incluindo quatro países, Portugal, Espanha, Itália e França e viajando em excelente ônibus rodoviário.

Para quem vai pela primeira vez à Europa, deve-se utilizar pacotes turísticos. O guia da nossa turma, composta só de brasileiros, o simpático espanhol Luiz, dizia: “Se quiserem descansar, vão a um spa. Vida de turista é agitada, corrida, às vezes até cansativa. Mas vale a pena. Ah, se vale”.

Nosso passeio começou por Lisboa, bonita, limpa, hospitaleira, cheia de vida e, principalmente, barata. Conhecemos a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos, a Praça do Comércio e toda a sua arquitetura imponente. Não deixem de saborear os famosos pastéis de Belém.

Depois seguimos para Fátima, cujo Santuário é conhecido mundialmente. Em seguida Madri. Ah, Madri! Na nossa modesta opinião, a cidade mais bela que conhecemos. Seus monumentos, praças, prédios históricos, igrejas, muitíssimos bem cuidados e, a exemplo de Lisboa, barata. Numa madrugada chegamos a ver caminhões da Prefeitura lavando as grandes avenidas. Não deixe de fazer um passeio noturno pela parte histórica da cidade. É de perder o fôlego!

Vizinha a Madri fica Toledo, cidade medieval que vale a pena conhecer tanto pela história quanto por sua arquitetura milenar.

Deixando Madri para traz, seguimos rumo a Barcelona, banhada pelo Mar Mediterrâneo, cujo ponto alto é conhecer a histórica Igreja Sagrada Família, obra inacabada de Gaudí. No caminho passamos por Saragoça, visitando sua obra-prima, a Igreja de Nossa Senhora Del Pilar.

E pé na estrada. Próxima parada, Nice, na Riviera Francesa, a famosa “Côte D’Azur”. Nosso “guia-loco” nos avisou: “Agora vocês verão o que são preços ‘salgados’”. Uma simples água mineral de 200 ml custa 4 euros. Uma pequena Coca-cola, 5 euros. Mas Nice é extremamente bonita e charmosa. Aproveitamos a proximidade, e fomos conhecer o Principado de Mônaco com seus apenas 1,95 quilômetros quadrados, seu cassino, o Hotel de Paris, seus jardins e também sua arquitetura majestosa. E, claro, uma passadinha pelo famoso túnel da Fórmula 1.

E seguimos pelo Sul da França rumo à Itália. Próxima parada: Veneza, com seus encantos naturais, seus canais, suas pontes, um passeio de gôndola à Praça de São Marcos, que felizmente não estava invadida pelas águas do Mar Adriático. No caminho para Roma, passamos por Florença, que os italianos chamam de Firenze.

Roma, cidade eterna, com o Coliseu, Foro Romano, o Circo Máximo, onde se celebravam as mais importantes corridas de biga e, como ponto máximo, o Vaticano. No domingo assistimos uma missa e no seu final a aparição do Papa Bento XVI saudando pessoalmente alguns fiéis.

Pé na estrada novamente. Desta vez rumo a Paris, com pernoite na rica cidade do norte italiano Turim, sede da FIAT, que para os italianos chama-se Torino. No caminho até Turim uma parada em Pisa e sua torre, que continua a inclinar.

Viajamos por uma das rodovias mais bonitas que ligam o Norte da Itália ao Sul da França. Seus túneis e viadutos margeiam os Alpes com seus picos constantemente nevados. Passamos, inclusive, pelo túnel sob o Mont Blanc, com seus aproximadamente 16 km de extensão. Antes da chegada em Paris, uma parada na exuberante, charmosa e acolhedora Chamonix, nos Alpes Franceses. E chegamos a Paris, a Cidade Luz. Linda, maravilhosa, encantadora.

Assim como Lisboa e Madri, Paris também é extremamente limpa, em que pese o fluxo de turistas ser excessivamente alto. Não se vê um simples papel no chão. Porém, na França, tudo é mais caro ainda. Um lanche do Quick, concorrente local do McDonalds, custa 9,75 euros, pouco menos de R$ 30,00. Mas como vida de turista é agitada, filas para visitar o Museu do Louvre, para subir na Torre Eiffel e vislumbrar Paris ao entardecer e também para o tradicional passeio de barco pelo Sena. Sem esquecer a “empurra-empurra” para conhecer o Palácio de Versalhes, mas tudo valeu a pena.

E, para nossa tristeza, os 18 dias se passaram num piscar de olhos. Foram mais de 5.400 km percorridos em excelentes Auto Estradas, todas pedagiadas. Conhecemos 15 cidades e inúmeros povoados à beira das rodovias. Vimos trens para todos os lados, inclusive o famoso TGV, que de tão veloz ficou fora do foco da nossa câmera digital. Deletando as fotos imperfeitas, restaram quase 900 para matarmos a saudade. Enfim, hora de enfrentarmos 11 horas de vôo de Paris a São Paulo. Hora de voltarmos ao Brasil.

Comentários

Comentários