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Sistema financeiro e telefonia puxam alta do setor de Serviços, diz IBGE

Folhapress
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Rio - A telefonia e a intermediação financeira foram os principais destaques dentro do setor de Serviços na divulgação feita ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) das contas nacionais trimestrais. Segundo os dados, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,8% em relação ao último trimestre de 2006 e 4,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2006.

O sistema de informação, do qual fazem parte a telefonia fixa e móvel, TV por assinatura, serviços de informática, cresceu 7,3% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Nos primeiros três meses de 2006, ele tinha subido 1,2%. Já os serviços de intermediação financeira mantiveram o crescimento em patamar alto de 9,2%.

Roberto Olinto, o coordenador de contas nacionais, afirma que o setor de telefonia tem se beneficiado de um crescimento mais acentuado do serviço móvel no período e do crescimento da renda. “É um movimento que temos observado há um tempo a telefonia móvel crescer mais sobre a telefonia fixa. O que está acontecendo é o uso do móvel como fixo”, afirmou.

O setor de Serviços foi o que apresentou as maiores mudanças na nova metodologia feita pelo IBGE. Ele passou a corresponder a cerca de 60% do PIB graças a maior riqueza de detalhes desses sub-serviços.

No primeiro trimestre, os Serviços trouxeram a maior contribuição para o crescimento da economia brasileira, segundo a ótica da oferta. Ele subiu 1,7% nos primeiros três meses do ano em comparação ao último trimestre do ano passado.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 4,6%. Por outro lado, a agropecuária apresentou retração de 2,4% em relação ao último trimestre de 2006.

Segundo Claudia Dionisio, da Coordenação de Contas Nacionais, a queda ocorreu porque o setor teve uma base de comparação alta. “Nos terceiro e quarto trimestres do ano passado a agropecuária estava bastante aquecida depois da quebra da safra em 2005”, afirmou. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado a atividade registrou alta de 2,1%.

Já a indústria apresentou um crescimento de apenas 0,3% no primeiro trimestre na série com ajuste sazonal e cresceu 3,0% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. A indústria extrativa mineral registrou forte desaceleração de 14% no primeiro trimestre de 2006 para 4,1% no primeiro trimestre de 2007.

A indústria de transformação avançou 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelas máquinas e equipamentos, automóveis e material elétrico. A construção civil subiu 2,4% no período.

Para Braulio Borges, da LCA, o crescimento da indústria tem se baseado na demanda doméstica, o que tem aliviado as perdas ocasionadas pela apreciação do real frente ao dólar. “O fato de a demanda interna estar mais robusta no momento compensa em parte as perdas com o câmbio”, afirmou.

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