Bem que vovô já me dizia: "Os lobos perdem o pêlo, mas não perdem o vicio". Estão se aproximando as eleições do ano que vem e o bom observador logo percebe que a maioria daqueles que estão com cargos públicos de confiança já estão se despindo do manto da arrôgancia e se comportando daqui para frente de uma maneira dócil e mais cordial. Agora fica mais fácil você conseguir falar com alguns politicos e assessores, que quando ganharam as eleições passadas se comportaram como semi-deuses e inacessiveis para os mortais comum.
Todo ano deveria ter eleições, mesmo porque quando isto ocorre o povo é atendido nos gabinetes da Câmara, da Prefeitura e das autarquias e não parece nenhuma secretária ou aspone dizendo mentirosamente que o fulano não está. Passam até a oferecer cafézinhos e até convidam a patuléia para irem conhecer as dependências fisicas da tal repartição. Sem esquecer dos tapinhas na costas e o famoso "se precisar de mim estou à disposição".
Mais se alguém pensava que só a fé removia montanhas está enganado. Em época eleitoral as eleições também removem enormes “montanhas”. Muitos políticos começam a perceber que o povo existe e logo passa a irem às feiras fazer aquele “socialzinho” e até a comprar uns leguminhos na banca da Tia Maria. Outros começam a frequentar diariamente o calçadão e se duvidarem cumprimentam até manequim. Também tem aqueles que vão aos bares e levam aquela carne imastigavel e deixa meia-dúzia paga daquela famosa cerveja que dá dor de cabeça, vômito e diarréia, ou seja, os mesmos sintomas da dengue.
Mais a democracia é rica e envolvente justamente por causa disto. Aqueles que pensam que são espertos, são os verdadeiros tontos do momento, mesmo porque a cada eleição o eleitor vai ganhando consciência e está sabendo distinguir o joio do trigo. Como agora não teremos comicios com shows, brindes, plaquinhas e camisetas, vão valer mais a história e a honestidade do candidato. Quem quiser se eleger vai ter que mostrar o que já fez pela sociedade e não tão somente fazer promessas ou discursos filosóficos.
Tudo indica que a renovação política na cidade de Bauru será produtiva. E precisamos taxar aqueles que ao ganharem as eleições viram as nádegas para os setores mais humildes da sociedade. Portanto, passa a ser comum essa mudança de postura de muitos políticos da cidade em relação ao povo nesse momento em que se aproxima a disputa eleitoral. Mas podem enganar uma ou duas vezes, mais jamais enganarão para sempre.
A melhor revolução que existe é a das urnas porque nela sintetiza o aroma da democracia e das mudanças. A falsidade, o engodo e a insensibilidade social podem até ganhar alguns rounds, mais jamais ganharão a luta.
Pedro Valentim