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Campeonato Brasileiro: Citadini detona MSI, imprensa e alfineta rivais

Da Redação
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Antônio Roque Citadini, presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, esteve ontem em Bauru para o encontro do órgão que preside, que foi realizado no Anfiteatro da Universidade do Sagrado Coração (USC).

Após o encontro, Citadini, que também é conselheiro do Sport Clube Corinthians Paulista, falou com a imprensa sobre o clube do coração, com a costumeira irreverência.

Opositor ferrenho da parceria Corinthians/MSI, Citadini comentou sobre a ausência prolongada do presidente Alberto Dualib do cargo, da relação clube/Renato Duprat, representante da MSI, sobre o “negócio futebol” e não deixou de alfinetar os rivais São Paulo e Santos. Sobrou até para o Grêmio. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Imprensa - O presidente do Corinthians, Alberto Dualib, está há dois meses em Londres. Enquanto isso, o clube vive momentos políticos turbulentos, falou-se até em impeachment do presidente. Como se explica um dirigente ficar tanto longe do clube?

Citadini - Ele vai acabar ganhando a cidadania por permanência lá (Londres). Mas demonstra a loucura que é esta parceria (com a MSI), uma parceria completamente maluca, que tem que acabar o mais rápido possível.

Imprensa - Como pode o (Renato) Duprat (representante da MSI), que não tem nenhuma relação com o Corinthians, não é diretor, responder pelo clube e a diretoria ficar calada?

Citadini - Ele não responde pelo clube, ele responde pelos investidores, que nós também não sabemos quem são, estão escondidos. O Duprat é um caso perdido, não tem nada a ver com o Corinthians e o melhor que poderia fazer é se afastar. Se bem que muita gente acreditou nele, inclusive a imprensa, que entrevistou o Duprat como representante do investidor, assim como entrevistaram o Kia (Joorabchian) como se o Kia fosse rico.

Imprensa - O Corinthians tem vários jogadores “encostados”, recebendo sem jogar. O caso mais emblemático é o do meia Roger. Existe solução para isso?

Citadini - A solução é que eles vão para outro clube. Se eles estão lá sem jogar, o melhor é ir para outros clubes. Tem alguns jogadores que não se adaptaram e vão para outros clubes. Lá (Corinthians) tem gente de tudo quanto é técnico, do Passarella, do Juninho (Fonseca) e tem gente de agente.

Imprensa - O que você acha da participação da família Garcia (Damião e Fernando) dentro do Conselho do Corinthians”

Citadini – Há muitos anos eles participam. Eu conheço e são pessoas muito importantes dentro do clube. São torcedores há muitos anos. Eles têm uma longa participação.

Imprensa – Os clubes do Interior ainda dependem de mecenas, uma pessoa que vem a acaba investindo. É o caso do Noroeste, com o seo Damião Garcia...

Citadini – Veja, isso em algum momento vai precisar ser resolvido de uma alguma forma melhor. O que deveria sustentar o futebol é o negócio futebol. Infelizmente, há um enfraquecimento dos clubes no País todo. Mas deveríamos ter uma situação onde os clubes pudessem se sustentar pelo negócio futebol.

Imprensa – Você pretende ser presidente do Corinthians um dia?

Citadini – Isso de pretender... Tem tantos candidatos, se você soubesse... É uma lista enorme.

Imprensa – Que clubes você acha que são exemplos de organização no Brasil?

Citadini – Nenhum.

Imprensa – O São Paulo não é?

Citadini – O São Paulo é para a mídia, porque a mídia esconde tudo do São Paulo. A mídia faz o trabalho de esconder tudo o que acontece no São Paulo. O São Paulo é uma beleza para a mídia. O São Paulo é fachada do começo ao fim.

Imprensa – Por que?

Citadini – Porque é. É só vocês irem ver lá, eu não vou ficar denunciando coisa do São Paulo. Mas a mídia sabe de um monte de coisa e não fala nada. Fala do Corinthians, porque dá mais audiência, dá mais notícia, vende mais jornal.

Imprensa - Muita gente vê com desconfiança o time comandado pelo Paulo César Carpegiani, apesar de do bom começo no Brasileirão. Você acredita que a equipe consiga manter o bom desempenho até o final da competição?

Citadini - Quem (desconfia)? A imprensa? Nem bola damos. Imagina dar bola para a imprensa. O São Paulo elegeram o melhor time do País: dançou em tudo. O Santos, o segundo melhor do País: dançou em tudo. Depois, elegeram o Grêmio, inventaram que o Grêmio jogava como um time argentino. Dos argentinos, a única coisa que o Grêmio sabe é que gostam de um churrasco. Do resto não tem mais nada, porque não é um time argentino. Vi o Grêmio jogar: é um time brasileiro, que faz confusão como time brasileiro e que apanhou como time brasileiro. Não tem nada de argentino. Argentina só a picanha, que eles gostam.

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