Após dois meses consecutivos de queda, o preço mínimo da cesta básica em Bauru voltou a subir em junho. O valor de R$ 187,07 representa aumento de 2,4% sobre o mês de maio, que fechou em R$ 182,73. A variação foi verificada pela pesquisa mensal realizada pelo Data-ITE, órgão da Instituição Toledo de Ensino (ITE).
Se for analisado o acumulado do ano (de janeiro a junho), o preço mínimo da cesta na cidade já registrou alta de 3,4%. Se comparado a junho do ano passado, o valor atual é 5,3% superior. Há um ano, o preço mínimo da cesta básica apurado pelo Data-ITE era de R$ 177,53.
Levando em conta o acumulado deste ano, o grupo alimentação apresenta alta de 5%. Já o de limpeza doméstica teve queda de 2,8% e o de higiene pessoal, alta de 2%. No mês de junho isoladamente, todos os grupos tiveram elevação média de preços.
De acordo com o economista Reinaldo Cafeo, coordenador do Data-ITE, aumentos ou quedas de preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do País etc.), ou por razões externas, como mudanças no cenário internacional e restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras.
“As alterações de preços podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente desovar estoques através do rebaixamento temporário dos preços. Mesmo assim, alguns produtos sofrem efeitos sazonais. É o caso do leite, que observou elevação no atacado acima de 14% no mês passado, fruto da entressafra”, analisa.
Por ser inverno, o mês de julho pode indicar oscilações em vários produtos cuja oferta e demanda têm o comportamento alterado.
Em junho, os itens pesquisados que tiveram as maiores altas de preços na comparação com o mês anterior foram a cebola (aumento de 40,8%), queijo mozarela fatiado (30,6%), sabão em barra (25,6%), margarina (23,3%), feijão (21,6%) e leite em pó integral (18,8%).