Esportes

Liga Bauruense: Torneio feminino da LBFA terá início em setembro

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

De olho nos novos tempos, a Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA) resolveu dar uma oportunidade para que as mulheres também mostrem seu talento nos gramados. A entidade quer implantar um torneio feminino na cidade.

Vicente Silvestre, presidente da LBFA, espera poder reunir 12 equipes na disputa. O campeonato se iniciaria por volta de setembro e teria dois meses de duração. “Estamos conversando, há algum tempo, com escolas e faculdades de Bauru e todas essas instituições têm demonstrado bastante interesse em participar da liga”, garante.

Já que a idéia é inovar, Silvestre resolveu ir ainda mais longe: além dos times femininos, o novo campeonato teria trios de arbitragem formados apenas por mulheres. “É lógico que os primeiros jogos ainda precisariam ser comandados por juízes e bandeirinhas ‘masculinos’. Mas até o ano que vem, com certeza, os homens não terão mais que apitar os jogos desse torneio”, espera o presidente.

Seis jovens já vêm atuando como observadoras em jogos da “liga masculina”. “Isso é uma espécie de estágio que elas estão fazendo, para aprender a atuar em campo”, explica Silvestre. Ontem de manhã, Ana Paula Ferreira, 28 anos, acompanhava com atenção todos os lances da partida entre Ouro Verde e Jaraguá.

O jogo, realizado no Estádio Distrital Sílvio Magalhães Padilha (o “Padilhão”), na Vila Giunta, acabou empatado em 1 a 1. Pelo entusiasmo demonstrado por Ana Paula, Silvestre acredita que ela esteja “pronta para o batente” já na estréia da Liga Feminina. “Quero ver se ela consegue pelo menos ‘bandeirar’”, diz ele.

Além de comandar os jogos das mulheres, os trios femininos também poderiam atuar nas partidas da liga masculina. Recém-formada em educação física pelas Faculdades Integradas de Bauru (FIB), Ana Paula garante que não teria medo de ser questionada por algum marmanjo. “Ficaria na minha e continuaria fazendo meu trabalho”, afirma.

A possibilidade de vir a ser hostilizada por torcedores revoltados em decorrência de alguma decisão polêmica também não assusta Ana Paula. “O máximo que poderiam fazer é xingar a minha mãe”, brinca.

Apesar desses pequenos riscos, a futura árbitra garante estar recebendo todo o apoio da família. “Minha mãe me incentiva bastante”, afirma ela. Caso a Liga Feminina seja bem sucedida, Vicente quer trazer a bandeirinha Ana Paula de Oliveira - que atualmente se encontra afastada dos gramados devido a falha cometida no jogo entre Botafogo e Figueirense, válido pela semifinal da Copa do Brasil deste ano - para atuar como assistente na decisão do campeonato.

“Tomara que ela aceite o convite”, diz o presidente. Ana Paula de Oliveira estará na capa da edição deste mês da Revista Playboy.

Comentários

Comentários