A sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Bauru deverá ter um interventor até quinta-feira, quando poderá entrar no ritmo normal de trabalho. Ontem, funcionários do órgão federal reassumiram suas funções, depois de dez dias de ocupação de lideranças indígenas que exigiram a exoneração do cargo de administrador de Newton Machado Bueno e de seu substituto, Amaury Vieira.
A nomeação do interventor será feita pela presidência ainda nesta semana - talvez até antes de quinta-feira - para que os trabalhos sejam retomados. Ontem, antes de assumir a sede, o antigo administrador, funcionário de carreira Newton Machado Bueno, fez uma vistoria no prédio acompanhado de um agente da Polícia Federal. “Encontramos alguns móveis destruídos e o carro faltando um toca-CD, vidros e pneus danificados.”
Bueno frisou que a Polícia Civil enviaria técnicos para fazer a perícia que constará de um relatório. “Depois da perícia será feita a limpeza do prédio, que deverá voltar a ter expediente normal a partir de quarta ou quinta-feira.”
Bueno explica que continua na Funai, como funcionário de carreira. “Eu sou servidor da Funai, deixo a função de administrador. Até que seja nomeado o interventor ou um substituto, o órgão de Bauru não tem quem assine um memorando”, comentou.
A ocupação da sede da Funai por 30 líderes de aldeias da região de Bauru e do Rio de Janeiro foi uma decisão extrema tomada por lideranças indígenas que não concordavam com a administração. Junto com a ocupação surgiu uma série de denúncias, que segundo o assessor da presidência da entidade, Eimar Araújo, serão apuradas. Ele esteve em Bauru na última semana.
O representante da presidência disse ainda que, interinamente, o funcionário Mário Camilo irá responder pelo expediente. Sobre a nomeação de José Carlos Gabriel, sugerido pelas lideranças indígenas para assumir a administração da sede, ele se limitou a dizer que a indicação passará pela análise da Casa Civil, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento.