Regional

Polícia acha duas armas de fogo em casa de mecânico

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O 3.º Distrito Policial (3.º DP) de Jaú (47 quilômetros de Bauru), em operação conjunta com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), apreendeu duas armas de fogo, encontradas na semana passada, na residência de um mecânico que responde inquérito policial acusado de tentativa de ameaça à sua ex-mulher.

A posse irregular das armas complicou a vida do mecânico Edson Luiz Ferrareze, 46 anos. Há cerca de dois meses, sua ex-mulher procurou a DDM acusando-o de tê-la ameaçado com uma arma de fogo. Por conta da denúncia, o delegado titular do 3.º DP, Edson Maldonado, que na época respondia provisoriamente pela DDM, solicitou mandado de busca e apreensão na residência do mecânico, localizada no bairro Nova Jaú. “Durante o inquérito, a ex-mulher disse que ele tinha armas guardadas em casa. Nós estamos apurando se é verdade que ele a ameaçou com a arma”, diz Maldonado.

Na residência do mecânico foram encontradas duas armas de fogo, sendo uma garrucha de dois canos calibre 32 e um revólver calibre 22. A situação de Ferrareze, que já respondia pela denúncia de ameaça, acabou se complicando, já que agora ele responde também por porte ilegal de arma de fogo.

Além disso, as armas encontradas em sua residência reforçam a denúncia de ameaça feita pela ex-esposa. “Isso vai agravar a situação dele no processo de ameaça”, aponta Maldonado. “Ele foi autuado por porte ilegal de arma e vamos juntar este inquérito com o inquérito de ameaça que está na DDM, porque tudo começou lá”, completa.

Ao ser questionado pelo delegado, o mecânico alegou guardar as armas por questões sentimentais, já que pertenciam ao seu pai há muito tempo. Na época do programa de desarmamento criado pelo governo federal, ele deixou de entregá-las para a polícia e preferiu guardá-las em casa, ao invés de receber R$ 100,00 por cada uma delas - valor pago pelo governo como indenização pelo recolhimento das armas. “Ele levou prejuízo porque agora pagou R$ 500,00 de fiança. Se ele tivesse levado (as armas) para a polícia, teria recebido R$ 200,00 (na época)”, comenta o delegado.

Ferrareze deve responder pelos dois inquéritos em liberdade, já que pagou R$ 500,00 de fiança. O delegado lembra que, caso o mecânico tivesse entregue as armas, provavelmente não estaria passando por esta situação. Agora, se condenado por porte ilegal de arma, ele pode ter de cumprir pena de um a três anos de prisão. No caso da ameaça, a pena prevista é de um ano.

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